Eleição teve embate aguardado e fim trágico para desafetos campeões de voto em MS

Os caminhos de André Puccinelli (MDB) e Marquinhos Trad (PSD) se cruzaram em  1996, quando o emedebista foi eleito Prefeito de Campo Grande e indicou o então novato para o posto de diretor da Secretaria de Assuntos Fundiários, na época que Campo Grande se dizia a Capital sem favelas.

A paz chegou ao fim quando André colocou Carlos Marun na jogada, afastando Marquinhos da pasta que fazia sucesso com moradia  popular. Marquinhos foi eleito vereador e deputado e, pouco tempo depois, em 2006, Puccinelli chegou ao Governo do Estado.

Neste tempo, ambos eram companheiros de partido no MDB, o que não impedia Marquinhos de se comportar, por hora, como opositor. A relação ficou cada vez mais tumultuada e o deputado poderia ter complicado a vida de Puccinelli quando ficou com a relatoria do possível afastamento dele das funções, algo que só poderia ser feito com autorização da Assembleia Legislativa.

Na época, alegando defender o equilíbrio do Estado, Marquinhos votou contra o afastamento, uma trégua na relação, que resultou pouco tempo depois na aprovação do projeto do deputado para aumentar o desconto do IPVA, de 10% para 15% e a possibilidade de parcelamento em até cinco vezes.

Sentindo que não teria espaço no MDB, com receio de ser preterido na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, Marquinhos saiu do MDB e foi para o PSD, onde ganhou a Prefeitura de Campo Grande. Agora, na pré-campanha, novo embate, com  André alfinetando Marquinhos, dizendo que a Capital estava judiada, reacendendo  a briga antiga.

Na campanha, foram várias as trocas de alfinetadas. Puccinelli citou o inquérito contra Marquinhos, que respondeu não usar tornozeleira. Foram momentos mais duros e com expectativa de novo embate em segundo turno.

Para surpresa de ambos, com fim trágico. Nenhum conseguiu chegar ao segundo turno, frustrando a expectativa de correligionários. Marquinhos Trad, sempre eleito entre os mais votadas para vereador e deputado, além das duas eleições na Prefeitura, conheceu sua primeira derrota política. Já André Puccinelli relembrou os tempos de começo de carreira, na década de 80, quando perdeu a Prefeitura de Fátima do Sul, para logo em seguida ser deputado estadual, federal, Prefeito de Campo Grande, eleito e reeleito, e governador eleito e reeleito.

Marquinhos não pode ser candidato a prefeito na próxima eleição, porque já ganhou as últimas duas e um novo encontro, se acontecer, só em 2026, se o ex-governador e o ex-prefeito ainda estiverem na vida pública.

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