Um projeto que tramita na Câmara de Campo Grande pode aumentar em até 59,9% o salário da prefeita, Adriane Lopes, de secretários e 500 servidores, incluindo auditores e odontólogos. Isso porquê o salário destes servidores é vinculado ao salário do prefeito, o que faz, segundo a justificativa para o aumento, que estes funcionários sejam prejudicados.
O projeto de lei reajusta para R$ 35.462,22 o salário do prefeito, cargo hoje ocupado por Adriane Lopes, o que equivale a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, seguindo o que determina a lei.
Com o reajuste, o salário do vice-prefeito, cargo vago hoje, vai pra R$ 31.915,80 (trinta e um mil, novecentos e quinze reais e oitenta centavos) e dos secretários, 30.142,70 (trinta mil, cento e quarenta e dois reais e setenta centavos), a partir de 1º de janeiro de 2023.
No projeto há justificativa de que o subsídio do prefeito já se encontrava em defasagem de 72% em 2012, quando o reajuste do subsídio foi 33%, considerando passar de R$ 15.882,00 para R$ 20.412,42 (vinte mil, quatrocentos e doze reais e quarenta e dois centavos).
O último reajuste foi dado em 2019, de 4,17%, fixando o salário em R$ 21.263,62 (vinte e um mil duzentos e sessenta e três reais e sessenta e dois centavos). Segundo projeto, a inflação acumulada nesses últimos dez anos (2013 a 2022), é de 76,70%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.
O projeto de lei pode ser retirado a qualquer momento. Para ter direito a reajuste, o projeto precisa ser aprovado de um ano para o outro. Se aprovado em 2022, começa a valer a partir de 1ª de janeiro de 2023.
Foto: Divulgação/PMCG
