Riedel muda tática, critica dependência de Contar a Bolsonaro e acena a eleitores de Lula

O candidato do PSDB ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), subiu o tom contra o concorrente no segundo turno, Capitão Contar (PRTB). Em Dourados, ele reafirmou voto no presidente Jair Bolsonaro, mas criticou a dependência de Contar.

“Eu não estou discutindo quem é mais ou menos bolsonarista. Eu sempre declarei meu apoio à reeleição do presidente e respeito qualquer posição contrária”, declarou, em claro aceno ao eleitor do concorrente, Luís Inácio Lula da Silva.

Contar faz questão de reforçar o discurso de candidato da direita, apostando na força do presidente. Já Riedel, se mostrando mais flexível, tem recebido apoio de deputados petistas, que lhe enxergam, como classificou Pedro Kemp, como “o menos pior”.

Crítica à dependência

Depois de guerra declarada com Contar pela preferência do presidente, Riedel agora mudou o discurso e criticou a relação mais dependente do candidato do PRTB com o presidente.

“Agora, primeiro de janeiro, quem estiver sentado na cadeira de governador do Estado, tem que saber o que fazer. Não dá pra ligar pra Brasília e perguntar o que vai fazer. Não dá pra pedir socorro e dizer: e agora,  o que eu faço? Tem que ter equipe, gente, preparo, um vice ficha limpa. Vamos ter responsabilidade, cuidado com o destino nosso estado”, alfinetou.

O primeiro turno da eleição em Mato Grosso do Sul ficou marcado pela briga pelo apoio do presidente Jair Bolsonaro. Com Tereza Cristina de aliada, Riedel saiu na frente durante vinda do presidente ao Estado. Na entrega de casas na Capital, ele chegou na janela do mesmo carro do presidente. Contar não teve o mesmo acesso.  O jogo virou quando Contar recebeu apoio de Bolsonaro no debate pela presidência da República. A força do presidente levou o candidato ao segundo turno da eleição.

Atendendo pedido de Tereza, Bolsonaro se declarou neutro, mas os bolsonaristas do núcleo próximo ao presidente tem declarado, diariamente, apoio ao candidato Contar. O apresentador Ratinho é um exemplo. Dizendo ser o representante de Bolsonaro em viagens pelo País, pediu votos para Contar durante passagem por Campo Grande. Ele chegou a desfilar em carro aberto pelos bairros da Capital.

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