Se vai cumprir, só um possível governo dirá. O fato é que pelos menos por enquanto, no discurso, o candidato do PRTB, Capitão Contar, não tem dado esperanças aos novos apoiadores, derrotados no primeiro turno.
“O segundo turno é uma nova eleição, mas os meus princípios e valores são os mesmos. Até para que eu consiga atingir este objetivo, de entregar um melhor governo para o sul-mato-grossense, não posso fazer alianças com pessoas que têm interesses em cargos políticos “, disse.
A declaração do candidato contrasta com o empenho de Rose Modesto (sem partido) e André Puccinelli (MDB) na campanha do Capitão. Assim que anunciou apoio, Rose já partiu para reuniões, em fotos que foram postadas na rede social do próprio candidato.
Puccinelli demorou um pouco mais e chegou a encomendar pesquisa antes de tomar decisão. Anunciado o apoio, ele já convocou lideranças de todo o Estado e distribuiu material de Contar.
O MDB apostava na força de André Puccinelli para voltar ao poder, mas viu os votos derreterem na reta final, justamente com apoio de Jair Bolsonaro ao Capitão Contar. Ele liderava todas as pesquisas. Sem o Estado, uma vitória do Capitão pode significar algum espaço ao partido.
Rose Modesto também apostou tudo na candidatura. Ela poderia ter tentado o cargo de deputada federal, mas preferiu arriscar. Sem mandato, ela também não consegue encaixar sua grande equipe, que por bom um tempo foi abrigada na gestão Reinaldo Azambuja.
Contar usou mais de uma peça na propaganda política para esclarecer o apoio de candidatos derrotados. Isso porquê os adversários começaram a espalhar vídeos relacionando problemas dos agora apoiadores com a campanha dele. Contar teve o apoio da maioria dos candidatos derrotados: Rose, André e Marquinhos Trad, que apenas declarou voto. Gisele Marques (PT) e Magno de Souza ainda não se pronunciaram e Adonis Marcos ficou com Eduardo Riedel.
