Os ex-candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB) e Rose Modesto (sem partido), estão bem próximos após o fim do primeiro turno da eleição em Campo Grande. A deputada federal, inclusive, foi convidada, mais uma vez, para integrar o partido, depois que pediu desfiliação do União Brasil.
Rose não definiu futuro e Puccinelli preferiu dizer que “por enquanto, vamos de Contar”. Puccinelli sonhava como Rose de vice na sua chapa para o governo, o que não foi possível. Cada um foi para o lado e ambos terminaram em terceiro e quarto lugar na disputa.
Agora, com os dois apoiando Contar, e trabalhando juntos, cresce a possibilidade de uma filiação da deputada, que fica sem mandato no fim do ano, ao MDB. O partido tenta se reerguer e Rose teria a favor a força do ex-governador em Campo Grande. Todavia, tem como ponto contrário, o fato da militância do MDB querer Puccinelli na disputa pela Prefeitura da Capital, que acontece em dois anos.
Puccinelli já disse em outras oportunidades que não tem mais vontade de ser prefeito, mas ele também tinha dito que se aposentaria e voltou atrás, disputando o Governo do Estado. Rose, por sua vez, estará sem mandato no fim do ano e, se Contar não vencer, sem um local para seu grupo político.
Sem mandato, Rose e Puccinelli agora apostam as fichas na vitória de Contar, seja por espaço ou por histórico de rivalidade com os tucanos. Puccinelli foi preso depois que Reinaldo Azambuja assumiu. Já Rose Modesto foi preterida na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, em 2020 e agora no Governo, quando o PSDB optou por Eduardo Riedel.
