Contar e Riedel assumem riscos e apostam no tudo ou nada na reta final em MS

Faltam dez dias para a eleição do novo governador de Mato Grosso do Sul e as campanhas se intensificam, com apostas arriscadas. No acirrado jogo para conquistar o principal cargo do Estado, Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB) apostam as últimas fichas.

Contar decidiu não participar dos debates e só irá no promovido pela TV Morena. Há quem diga que fez o certo, já que a campanha segue uma crescente pelo Estado; do outro lado, Eduardo Riedel usa a ausência do adversário para dizer que está fugindo do confronto porque não tem proposta.

Em meio a debates, que se transformaram em monólogos, Riedel foca as agendas em Campo Grande e Capitão Contar avança para o interior, aproveitando uma popularidade maior no segundo turno, quando só sobram dois e o eleitor começa a conhecer os candidatos.

Com as agendas na Capital, Riedel tem usado a força dos vereadores e da prefeita Adriane Lopes (Patriota); do outro lado, Contar recebe apoio de Rose Modesto, André Puccinelli e grupo ligado a Marquinhos Trad, o trio que apostou na oposição ao atual governo.

Na disputa acirrada, a campanha de Riedel resolveu falar de impostos, um dos temas mais atacados pelo adversário. No debate, prometeu diminuir o IPVA e debater sobre tributos de micro e pequenas empresas, que segundo ele resultará em um produto final mais barato.

Aliado de Reinaldo Azambuja, ele usa tática que expõe fraquezas do governo e que foram alvo de críticas de adversários no primeiro turno. A redução de impostos enche os olhos da população, mas também deixa a interrogação sobre o porquê de não ter feito antes.

Se de um lado Riedel tem a missão espinhosa de ser base, do outro pode aproveitar o vácuo deixado por críticos ao presidente Jair Bolsonaro. Ele tem recebido apoio da bancada do PT, que o classificam como mais equilibrado na disputa. Do outro lado, Contar mantém críticas ao ex-presidente Lula, em discurso mais bolsonarista, de que o Brasil não pode virar uma Venezuela.

No primeiro turno, um pedido de Bolsonaro alavancou Contar; Agora, sobraram dois candidatos que defendem voto em Bolsonaro. No primeiro turno, o atual presidente teve 52,70% dos votos em Mato Grosso do Sul, contra 39,04% de Lula. Fica agora a dúvida sobre os votos do eleitor de Lula, em um campo onde Riedel faz aceno e Contar prefere o núcleo mais duro do bolsonarismo.

Em dez dias saberemos se Contar errou ao não ir aos debates e manter o discurso mais radical, ao encontro de bolsonaristas; Do outro, se Riedel acertou no discurso menos radical e se conseguiu se livrar do peso de uma candidatura da máquina, com seus bônus e ônus.

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