Servidores denunciam pirraça de sindicalista após ‘fiasco’ nas urnas

Servidores de medidas socioeducativas de Mato Grosso do Sul sentiram a fúria da presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de MS, e do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Secretaria de Administração do Estado de Mato Grosso do Sul,  Lilian Fernandes, ex-candidata a deputada federal pelo PSB.

A candidata, que prometia ser a guardiã da classe trabalhadora no Congresso Nacional, não gostou nada de ter conquistado 2.533 votos. Procurada pela categoria para solicitar reunião com os candidatos a governador em busca de melhorias salariais, disse que não vai fazer nada.

“Vocês não entenderam que pra eu ser forte, vocês tinham que estar comigo. Eu sou fraca, eu fui um fracasso. Tive 2,5 votos no estado inteiro. Eu sou um fiasco. Para eu ser forte e pedir alguma coisa pra vocês, vocês tinham que estar comigo.  E não é estar votando você e sua mulher, é mais que obrigação que você faz. Tinha que estar comigo toda a carreira. Sou um fiasco, não tenho força para pedir nada pra ninguém. Acabou. Game over”, disse a presidente do sindicato e conselheira da Cassems.

A candidata a deputada federal disse que não vai mais lutar pela categoria e disse que vai incentivar os 8 mil  servidores a montarem uma associação própria. Os servidores de medidas socioeducativas de Mato Grosso do Sul querem equiparação salarial para a mesma carreira da presidente, de analista.

Lilian com o ex-adjunto da Sefaz, Edio Viegas, e com o diretor da Agepan, Carlos Alberto de Assis

“Só vai ficar no Sindsad aqueles que quiserem, que acreditarem no trabalho. Não aliso mais agente de Unei. Eu cansei. O que eu tinha que fazer pelos agentes, já fiz, tá feito. Se alguém quiser fazer, vai em frente.  Agora vocês tem a chance de construir tudo sozinho. Bora começar. Já deixei bem adiantadinha a carreira de vocês. Só faltam essas três classes. Vão pra cima. Faz o grupo de vocês, associação e vão pra cima. Vou ficar assistindo desta vez”, declarou, em áudio.

Agora, a categoria quer lugar para tirar dela a carta sindical da carreira para criarem o próprio sindicato. A reportagem aguarda retorno da presidente do sindicato.

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