Federação de Vôlei conseguiu R$ 1,2 milhão com o Governo do Estado só em 2022

Em rápida consulta a diários oficiais do Estado, a reportagem do InvestigaMS verificou que a Federação de Vôlei de Mato Grosso do Sul já conseguiu R$ 1,2 milhão em convênios com o Governo do Estado só em 2022.

Na semana passada, a reportagem publicou um convênio da Federação de Vôlei de Mato Grosso do Sul (FVMS) com o Governo do Estado, no valor de R$ 389.130,00, para “a prestação de serviços de arbitragem entre maio e dezembro de 2022”. Chamou a atenção o fato de o convênio ser sete vezes maior do que o feito com a Federação de Natação.

Poucos dias depois, a Federação de Vôlei divulgou uma nota para representantes de equipes justificando os possíveis gastos. Segundo a nota, do total de recurso, apenas 41%  seria utilizado em eventos do governo e os demais em eventos da Fundesporte. A nota é encerrada com a seguinte frase: sempre respeitamos a todos e também gostaríamos que nos respeitassem.

Em respeito aos atletas e ao dinheiro público, a reportagem fez uma pesquisa sobre convênios feitos especificamente com a federação e chegou ao total de R$ 1,2 milhão. Além dos R$ 389,1 do contrato que surpreendeu atletas, há publicação, só neste ano, de R$ 390 mil para realização do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia “EXTRATO DO TERMO DE FOMENTO Nº 31.943/2022-PROCESSO n. 51/003.064/2022”; R$ 147 mil também para arbitragem, “PROCESSO: 510025262022 NE: 000273 ND: 33903900”; e R$ 279,3 mil para Liga MS de Vôlei, EXTRATO DO TERMO DE FOMENTO Nº 31.960/2022-PROCESSO n. 51/003.061/2022

A divulgação do simples extrato provocou indignação nos atletas que, geralmente, desfrutam de pouca estrutura na realização de torneios. Na disputa do vôlei de praia, por exemplo, não há nem gandulas e os atletas precisam ficar buscando bola em meio a competição sob sol. Muitos atletas, inclusive, já deixaram de participar de competições por falta de estrutura oferecida nas competições oficiais.

Na nota a federação alegou que a linha de despesa atendia apenas arbitragem, não sendo possível utilizar para: boleiros, pessoal de apoio, camisetas, troféu, medalha, premiação em espécie, refeições, fretes, água, bolas, redes etc

Foto: Azambuja assinando convênio de R$ 390 mil para o circuito nacional – Divulgação/Governo

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