Baixa rejeição de candidatos mostra que eleição pode ser mais sobre Azambuja do que Contar e Riedel

Os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul apresentam pouca rejeição, mesmo com a eleição equilibrada. Números do Serpes, divulgados pela TV Morena, mostram que 11,8% não votariam no Capitão Contar (PRTB); 11,2% não votariam em Eduardo Riedel e 74,5% não rejeitariam nenhum.

Os números são baixos se comparado, por exemplo, a disputa entre Lula e Bolsonaro, segundo o mesmo instituto, em todo o País, onde 47% dos eleitores brasileiros dizem que não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro e 41% não votariam de jeito nenhum em Lula.

Contar e Riedel guardam semelhança no quesito desconhecimento. Riedel chegou ao segundo turno com a força da máquina, visto que não era conhecido do grande público. Aproveitou os veículos de imprensa parceiros do governo para aparecer mais e conseguiu fechar parceria com a maioria dos prefeitos. Contar, também pouco conhecido, chegou ao segundo turno com um empurrão e tanto de Bolsonaro, que pediu votos no debate promovido pela Globo em rede nacional.

Nesta reta final, com candidatos demonstrando pouca rejeição e pesquisas mostrando empate, a eleição pode ser definida pelo fator: contra ou a favor de Reinaldo Azambuja. Uma relação um pouco diferente da eleição nacional, onde há muitos que votam em Lula contra Bolsonaro e em Bolsonaro contra Lula.

Zeca do PT e André Puccinelli (MDB) não conseguiram eleger os sucessores no Estado. Reinaldo Azambuja tenta este feito inédito com Riedel, o candidato da continuidade administrativa. Depois de usar o governo como vitrine, ele agora colhe o ônus de ser o candidato da máquina. A questão é tão delicada que não se vê em adesivos de carro ou na propaganda a imagem de Reinaldo Azambuja.

Contar não cansa de repetir que Riedel é o candidato de Azambuja e conseguiu o apoio dos adversários do primeiro turno, que também adotaram o discurso de mudança. Riedel, por sua vez, tenta defender o legado e convencer que fará um novo governo, independente. Para combater as críticas do adversário, usa os sete anos que ficou na gestão a seu favor, alegando ter conhecimento de gestão, o que na avaliação dele, falta ao adversário.

O Instituto Serpes ouviu 812 eleitores entre os dias 22 e 26 de outubro. Ela foi registrada com o número MS-01111/2022. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos e o intervalo de confiança de 95%.

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