O PTB em Mato Grosso do Sul não conseguiu eleger nenhum deputado federal e estadual e o fracasso nas urnas ainda deixou problemas financeiros na sigla, que recorre à justiça para pagar contratados para a campanha.
Um dos trabalhadores chegou a acionar a Justiça pelo não pagamento de cabo eleitoral, alegando que foi contratado por 30 dias para pagamento quinzenal, mas recebeu apenas a primeira parcela.
Um dos candidatos, que preferiu não se identificar, alega que a direção estadual prometeu repassar R$ 80 mil para cada candidato a deputado estadual e R$ 150 mil para deputados federais, o que não foi cumprido.
Os candidatos reclamam que chegaram a passar cheque sem fundo para os cabos eleitorais por conta do calote da sigla. Antes da eleição, com medo de perder votos, alguns candidatos chegaram a gravar vídeo pedindo para os apoiadores continuarem trabalhando, que receberiam na próxima semana, o que não aconteceu.
Os candidatos alegam que o diretório estadual, presidido pelo ex-senador Delcídio do Amaral, já passou várias datas para pagamento, que ainda não foi cumprido. Delcídio foi candidato a deputado federal e arrecadou, segundo prestação de contas no TRE, R$ 1,3 milhão, e teve despesa de R$ 794 mil.
Outro lado
Procurado pela reportagem, o presidente do PTB, Delcídio do Amaral disse que já está no fim da novela para quem trabalhou. Ele afirma ter mapeado todo o Estado e relatou traição de apoiadores. “Receberam e nada fizeram. Alguns apoiaram até candidatos de outras siglas. Lamentável. Seguimos em frente”, alegou.
Delcídio justificou que a responsabilidade é do PTB nacional, que no momento está com as contas bloqueadas pelo ministro Alexandre de Moraes, por conta de questões envolvendo Roberto Jeferson por multas de 2011 e 2013.
Ainda segundo Delcídio, a dívida chega a R$ 450 mil, e será paga pra quem trabalhou. “A dívida auditada pós ‘trairagem’ não passa de R$ 450 mil, a serem pagas por quem de direito, o PTB nacional. Simples assim. Decisão judicial se cumpre”, finalizou.
