Reitora da Unigran e professor do IFMS serão processados por xenofobia contra nordestinos

O professor de direito e ex-candidato ao Senado pelo PT, Tiago Botelho,  anunciou que vai processar dois professores responsáveis por xenofobia. Ele tem usado as redes sociais para denunciar ataques a eleitores de Luís Inácio Lula da Silva. Nesta sexta-feira, denunciou dois contra nordestinos feito pela reitora da Unigran, Mariana Zauith, filha do vice-governador do Estado, Murilo Zauith, e do professor Rosimaldo Soncela do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.

“Estou cansado, mas não vamos ficar quieto. Todo mundo que cometer crime contra petistas ou eleitor do Lula, vamos denunciar aqui”, avisa Tiago. No post, publicado por ele na rede social, a reitora diz: “ganhamos onde se produz e perdemos onde se tira férias… bora trabalhar porque se o gado morrer, os carrapatos vão passar fome”.

Tiago pontuou que a reitora fez o post e depois disse que não quis falar isso. “Ela resolveu atacar nordestino, depois se arrepende, fala que não quis dizer isso: Rico, sendo rico. Esse é o tipo de gente né. Na verdade, é xenofobia, ódio contra nordestino. Ela sabia o que estava fazendo. É uma reitora, pessoa estudada. Tem uma universidade, é rica e deve responder. MPF (Ministério Público Federal), vamos deixar aqui para que essa pessoa tome um processo e vamos estar acionando os advogados. Não adianta ficar pedindo desculpas depois que fez a merda”, dispara.

O professor marcou o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Tribunal de Justiça na postagem.

Tiago também denunciou um ataque xenofóbico, também contra nordestinos, feito por professor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. “Desculpem-me quem é descendente de nordestino, mas pra mim pode morrer tudo de fome e sede. Podem ir lá falar pra eles, podem reclamar, podem me meter um processo, fazer o que quiser”, declarou o professor.

A direção do Campus, situado em Nova Andradina, informou que já iniciou os trâmites para que a instituição apure a conduta do professor por meio da Comissão de Ética e do Núcleo de Apoio à Correição (Nurei).

“A instituição de ensino, que tem como valores a ética, a transparência e o compromisso social, preza pela liberdade de opinião, mas não compactua com discursos antidemocráticos, preconceituosos e de ódio”, diz parte da nota.

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