Após uma semana do fim da eleição, a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PT) continua dando o que falar em Mato Grosso do Sul, onde não se contesta a vitória de Eduardo Riedel (PSDB), mas sobra polêmica em relação ao resultado nacional.
Se de um lado os defensores do presidente Jair Bolsonaro (PL) seguem firmes em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), na internet os adversários aproveitam para provocar, ateando fogo em um clima pra lá de quente.
O vereador Marcos Tabosa, do PDT, defensor da eleição de Lula, usou o questionado Padre Kelmon, ex-candidato do PTB à presidência, para provocar adversários que defendem intervenção após o fim da eleição.
“A todos que estão de luto: Missa de 7º Dia. Celebrante: Padre Kelmon”, diz o post, em referência a nascimento, em 28.10.2018 (quando Bolsonaro venceu a eleição), e morte em 30.10.2022 “quando ele perde a eleição”.
Como ingrediente a mais, usou aspas que teria sido dita pelo presidente durante a pandemia da Covid-19. “E daí? Não sou coveiro. Vão ficar de mimimi até quando?”, postou Tabosa.
A deputada federal eleita, Camila Jara (PT), também ironizou as manifestações contrárias à eleição. “Descobriram fraude nas urnas. Eu, Riedel e toda bancada estadual e federal de MS não vamos tomar posse”, postou. “Aceitem a derrota que é melhor. Se essa tal auditoria fosse, nem Bolsonaro seria presidente, porque segundo eles, a urna de 2018 não é segura”, complementou.
Outro lado
O deputado Rodolfo Nogueira (PL) não mencionou adversários, mas fez um post que se encaixa bem às provocações. “O silêncio de um leão quer dizer mais que a risada de muitas hienas”. Em seguida, compartilhou post afirmando que as Forças Armadas irão apresentar relatório de auditoria das urnas.
