Deputado pede providência da Secretaria  de Segurança para acabar com ‘algazarra’ que prejudica moradores no CMO

O deputado Pedro Kemp (PT) solicitou medidas urgentes ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, para garantir a desobstrução de via, interrupção de som automotivo e uso de fogos de artifício na manifestação em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO).

“Fui procurado por uma comissão de moradores do entorno do Comando Miliar do Oeste, que reclama do barulho, da algazarra, dos fogos de artifício, da interrupção das vias. Nós já sabemos que existe determinação judicial para que seja feita desobstrução da avenida e fim daqueles manifestos que são, na verdade, antidemocráticos, porque pedem intervenção militar. Isso seria um golpe militar no Brasil, que é vedado pela nossa Constituição”, justificou o deputado.

Kemp solicitou agilidade da Secretaria de Segurança Pública para desobstrução da via, relatando transtorno de moradores, que chegaram a pedir para usar a tribuna, se for o caso, para expor o problema.

“ Não conseguem dormir à noite. Durante o dia, um transtorno para as famílias que tem que se descolar para o trabalho. O incômodo atinge crianças, idosos, pessoas com deficiência, animais. Já são mais de nove dias nesta rotina de barulhos”, concluiu.

Polícia não vai retirar manifestantes

A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul informou, na manhã desta quarta-feira (9), que não deve, pelo menos por enquanto, fazer operação para retirada de manifestantes em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO).

Segundo a nota, a secretaria cumprirá a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que determinou prazo de 48 horas para envio de informações sobre identificação de manifestantes.

“Pessoal, a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (segue abaixo), que deve ser cumprida em 48 horas é para envio de todas as informações sobre a identificação dos caminhões e veículos que participaram ativamente dos bloqueios e nas manifestações em frente aos quarteis das Forças Armadas, assim como os dados dos respectivos proprietários, pessoas físicas ou jurídicas. E, ainda, informar a identificação dos líderes, organizadores e/ou financiadores dos referidos atos. Isso será feito pela Sejusp dentro do prazo estabelecido. Cabe ressaltar que a determinação é para as Polícias Civis e Militares, bem como para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal”, diz a nota.

Foto: Divulgação/Assembleia

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