As caminhonetes lideram a lista de automóveis estacionados irregularmente em manifestação na Capital. Relatório da superintendência de Inteligência de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, aponta mais de 30 caminhonetes ferindo o Código de Trânsito Brasileiro.
Na lista de 100 veículos que a reportagem teve acesso, dos 151 encaminhados ao ministro, mais de 30 são caminhonetes: Hilux (15 proprietários); S10 (10 proprietários); F-250 (dois proprietários); Ranger (dois proprietários); Triton (um proprietário), entre outras.
A lista conta com veículos considerados de luxo, como um Jaguar XF 2.0 Luxuri; uma BMW X4; Mercedes C-180; e duas Pajeros. Também foram listados dois caminhões; oito tratores; dois ônibus; duas vans; dois Compass; dois Tucsons; quatro Corollas; cinco Fiat Strada; três HB20 e 3 IX35.
Foram notificados proprietários de Jeep Renegade; Tracker; Cruze; Gol (dois); Logan (2); Pollo; Honda Fit; Kicks; Kwid; UP Move (dois); Ônix; Saveiro (duas); Pulse; ASX; Spin; Siena; Fiorino; Sandero (2); Creta; Uno; Ford Ka.
Denúncia
O ministro Alexandre de Moraes determinou que todos os veículos participantes da manifestação sejam identificados e que seja aplicada a multa horária de R$ 100 mil aos proprietários dos veículos, bem como às pessoas que incorrem no descumprimento da decisão, comprovado apoio material (logístico e financeiro) às pessoas e veículos que permanecem em locais públicos.
O relatório da polícia de MS informa que centenas de manifestantes insatisfeitos com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram em frente à sede do Comando Militar, onde pediram “intervenção federal”, vestidos de verde e amarelo, com bandeiras e cantando o hino nacional.
Segundo a polícia, os manifestantes foram orientados a não levantarem faixas com termo “intervenção militar” e nem usar o nome do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).
A polícia afirma que foram constatados possíveis organizadores locais, via caminhão de som, trio elétrico e um caminhão munk que leva a bandeira brasileira hasteada sob os canteiros. Segundo a polícia, alguns veículos estavam sem placas e outros com identificação encoberta.
Com os documentos de veículos e proprietários também foram inclusos boletins de ocorrência de alguns participantes. Um deles por destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas protetoras de mangue.
