O clima ficou tenso na manhã desta sexta-feira (18), quando a polícia foi informar os manifestantes que precisavam desocupar as vias próximas a canteiros na Duque de Caxias, em protesto em frente ao Comando Militar do Oeste.
A determinação da polícia provocou a fúria de manifestantes, que falaram de um tudo, ainda perdidos em relação ao que fazer diante da ação da força de segurança, depois de cobrança de providência do promotor Humberto Ferri.
“Não saiam e traz mais gente pra cá. Esse é o nosso trabalho”, diz um dos manifestantes. “Nós não vai (sic) afrouxar não”, complementa outro. “Cinco horas da manhã eles foram lá, dez viaturas, e arrancaram todo mundo, é a mesma coisa”, conta outro, após proposta de convocar todo mundo.
Um dos manifestantes diz que acabou a lei no Brasil e fala em guerra civil (minuto 1:15): “Nós estamos em uma guerra civil, velada. Manda multar a gente, vamos pegar arma. Se vierem para ignorância, nós vamos para ignorância”, ameaça um manifestante no começo do áudio.
No final do áudio, manifestantes falam em trazerem índio para o protesto (minuto 11:42). “ Ia vir 300 índios, há 10 dias, aí a gente articulou”, diz. “Mas índio dá trabalho”, pondera outro. “É bom eles. Ninguém mexe”, responde outro manifestante.
A cada roda de conversa, uma promessa diferente. Um dos manifestantes pede pelo amor de Deus para que não entrem em guerra com a força de segurança (minuto: 9:55). “o que a gente pode fazer: colocam cone, saem, a gente tira. Colocam o cavalete, saem, a gente tira”, orientou outro.
Outro manifestante diz que é contra violência, mas pede para trazerem amigos machos (minuto 10:24). “Estão batendo na nossa cara não é de hoje. Traz gente pra cá. Traz homem. Tem um amigo macho lá, traz pra cá. Agora vamos dividir os homens das florzinhas”, pediu.
Os manifestantes também sugeriram retirar as placas dos carros para não serem multados, alegando que fica mais fácil colocar outra placa depois a pagar uma multa. Outro diz que quando a polícia sair vão tirando cavaletes e cones.
Confira o áudio.
