Manifestantes combinaram de despejar terra, mas atearam fogo; PRF afirma que via está liberada

A Polícia Rodoviária Estadual informou que o trevo Bandeira, em Dourados, não está bloqueado. Segundo a polícia, manifestantes atearam fogo em pneus, mas não bloquearam o trânsito na rodovia.

Um motorista que passava pelo local tentou avançar, mas acabou tendo o carro incendiado. Os manifestantes começaram a combinar o bloqueio logo cedo. Um deles se comprometeu a descarregar um caminhão de entulho, mas disse que precisava de quatro ao mesmo tempo.

Os manifestantes combinam tudo por grupo na rede social, onde chegaram a relatar que alguns carros foram multados nesta manhã por policiais à paisana. “O povo tem que ir pra cima e descer o cacete”, orienta um participante.

Pouco tempo depois, atearam fogo nos pneus, que acabaram incendiando um veículo que arriscou passar pela manifestação contra a eleição de Luís Inácio Lula da Silva.

Promotor de olho

Dourados foi o primeiro Município do Estado a adotar linha mais dura contra manifestações. O promotor João Linhares ordenou que os comandantes da CPA-1 de Dourados, coronel PM Everson Antônio Rozeni, e Comandante da PRM Dourados, coronel PM Marcos Vinícius Poleti, aplicassem multa e até guincho para manifestantes que desrespeitem o Código de Trânsito Brasileiro durante manifestações.

“Adoção de providências imediatas, a contar de amanhã, sábado, 12 de novembro de 2022, para total desobstrução das vias próximas da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, onde estão ocorrendo manifestações consideradas pelo STF como inconstitucionais e ilegais, que estariam bloqueando as vias públicas e causando aglomeração de centenas de veículos e de pessoas, as quais estão cometendo, em tese, delitos de trânsitos e infrações administrativas, sobretudo estacionando veículos em locais proibidos e causando muitos transtornos na localidade”, justificou o promotor.

Ele determinou efetivo cumprimento da ordem jurídico-constitucional, destacando a gravidade da situação.

“Atos que visem à derrocada da democracia afiguram-se intoleráveis e inadmissíveis… enfrentar crimes e proteger a nossa democracia. E o nosso Estado não pode se omitir nessa tarefa”, ressaltou.

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