Secretaria de Segurança tem 48 horas para corrigir fracasso e não ser governada pelo MPE

O clima é de tranquilidade em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), vinte e quatro horas após a chamada reintegração de posse dos canteiros, comandada pela Secretaria de Segurança Pública. Tranquilidade ao ponto de tudo voltar a ser como antes, com carros em local proibido e cavaletes bem longe do determinado pela Polícia Militar e Agência Municipal de Trânsito.

Ontem, a polícia, com apoio da Agetran e Detran, isolou canteiros, pediu a saída de carros (nem todos obedeceram) e colocou cavaletes para impedir estacionamento em local proibido. Pouco tempo depois, os manifestantes, que já tinham avisado que não cumpririam, retiraram os cavaletes e voltaram a estacionar onde bem entendiam. Na manifestação, hoje pela manhã, há viaturas da polícia observando, mas sem ação frente aos cavaletes retirados do lugar ou carros estacionados em local proibido.

Coincidentemente, a Secretaria de Segurança Pública tomou atitude depois que o promotor do Ministério Público Estadual, Humberto Ferri, deu cinco dias para apresentarem as providências tomadas para cumprir determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Morais. Ele determinou multa de R$ 100 mil para bloqueios de vias, ordenando que as forças de segurança cumpram a determinação de não permitir desrespeito ao Código Brasileiro de Trânsito.

Ministério Público governando

Campo Grande caminha para ser governado pelo Ministério Público Estadual, assim como na segunda maior cidade do Estado, Dourados. Lá, o promotor João Linhares ordenou multa e guincho, se fosse o caso, para quem desobedecesse leis do trânsito, algo que já acontece diariamente e que tem sido ignorado no momento.

 A determinação foi cumprida pela polícia e não há mais desrespeito às leis. Na contramão, manifestantes de Campo Grande travam força com a Secretaria de Segurança, que até o momento parece de mãos atadas.

Nesta segunda-feira (em 48 horas, aproximadamente), o promotor Humberto Ferri recebe os relatórios com as providências da Secretaria de Segurança Pública, que vai precisar contar que não teve força frente aos manifestantes que não concordam com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luís Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela presidência.

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