Terminou sem acordo a reunião entre a ACP e a Prefeitura de Campo Grande para resolver o pagamento de 10,39% do piso aos professores. A prefeitura chegou a oferecer abono de 400 reais para 40 horas, mas os professores nem receberam a proposta.
O vereador Valdir Gomes, que acompanhou a reunião, explica que a comissão de vereadores e a ACP pedem que concedam os 10,39%, seja em abono ou salário normal, mas exigem o reajuste acordado com o ex-prefeito Marquinhos Trad.
o caso
Adriane Lopes havia garantido 4,8%, que já estava acordado para janeiro, mas não assegurou os 10,39% já para receber em dezembro. Ela marcou nova reunião para terça-feira, mas a categoria resolveu paralisar nesta manhã e exigir um retorno.
A reportagem apurou que enquanto o Brasil estreava na Copa ontem, Adriane despachava na prefeitura com parte de sua equipe, incluindo a secretária de finanças. Entre os assuntos em pauta, uma saída para atender os professores e, ao mesmo tempo, não cometer o que pode ser definido como suicídio administrativo.
O diálogo, que pressupõe entendimento de lado a lado, por um caminho que atenda ambos sem comprometer um ou outro, vai passar por cortes que ela está fazendo diariamente para reduzir o inchaço da folha.A reportagem apurou que os 10,39% deste mês e os 4,78% do próximo mês representam R$ 10 milhões a mais na folha de pagamento da prefeitura, que já está 57% comprometida com pessoal, quando o limite prudencial é de 51,3%. Isso sem contar os 4,78% de reajuste geral para todos os servidores, também prometido para dezembro.
