Grupo defende renovação e ameaça reinado de veteranos na Assembleia

Presidência de Assembleia é sempre uma briga intensa e com probabilidade grande de mudanças até no dia da votação. A briga é maior em início de mandato, quando o presidente não tenta a reeleição. É o que acontece na nova composição da mesa da Assembleia de Mato Grosso do Sul.

O atual presidente, Paulo Corrêa (PSDB), não pode concorrer à reeleição, mas tenta a primeira-secretaria. No comando da Casa, ele poderia ter facilidade, não fosse um novo grupo que se forma na Assembleia, liderado pelo deputado Jamilson Name, também do PSDB, que está de olho na primeira-secretaria.

“Estamos em um momento que as pessoas estão querendo renovação.  Pessoas novas, trabalho novo. O Riedel (governador eleito, Eduardo Riedel) nunca foi candidato. É alguém novo que acabou desbancando o André Puccinelli (MDB), Marquinhos Trad (PSD) e a própria Rose Modesto (sem partido), que já disputavam eleição”, observou.

Jamilson faz questão de elogiar os colegas de partido, mas reforça a tese de novas ideias. “Eles realizaram um bom trabalho. Tiveram o tempo deles. Nada contra eles, são meus companheiros de partido, tanto o Paulo Corrêa quanto o Zé Teixeira. Aprendemos com eles, mas também temos muitas coisas novas para implantar na administração da Casa”, justificou.

Presidência

Decidido a brigar pelos cargos importantes, o deputado tem dialogado com PT, Republicanos, PL e o próprio PSDB, em busca da consolidação deste novo bloco. Jamilson também não descarta a presidência, caso o partido trabalhe em uma nova composição.

No momento, Gerson Claro (PP), desponta na liderança pela Casa. Ele como ponto a favor a força da senadora eleita, Tereza Cristina, presidente do PP no Estado e uma das maiores apoiadoras de Riedel. Tem como adversários a deputada Mara Caseiro (PSDB) e Zé Teixeira (PSDB), que também anunciaram intenção.

O deputado Lídio Lopes (Patriota) chegou a conversar com tucanos na campanha de Eduardo Riedel. Liderados por Reinaldo Azambuja (PSDB), os tucanos chegaram a prometer ajudá-lo em um dos cargos mais importantes da Casa, mas com tantos interessados, Lídio vai ter que brigar para fazer valer o acordo. Pesa ainda o fato de parte dos parlamentares já acharem que ele tem muito poder com a Prefeitura da Capital, comandada pela esposa dele, Adriane Lopes (Patriota).

Deixe uma resposta