Professores fecham Afonso Pena e polícia solicita liberação do tráfego

Os professores da Rede Municipal de Ensino fecharam a Avenida Afonso Pena nesta manhã, quando reivindicam o piso salarial na Prefeitura de Campo Grande. O grupo fechou a avenida Afonso Pena, sentido shopping/centro, em protesto.

Não demorou muito para a polícia chegar ao locar, com sirene ligada, e solicitar a saída dos professores do meio da rua. Muitos começaram a reclamar, dizendo  que o mesmo não acontece na Duque de Caxias, onde manifestantes estacionam em local proibido, tiram cavaletes da Agência de Trânsito e nenhuma providência é tomada.

Reivindicação

Professores buscam uma resposta sobre os 10,39% que, pelo acordo feito com o ex-prefeito Marquinhos Trad, deveriam receber já no mês de dezembro. A Prefeitura alega que não pode dar o aumento porque romperia o teto de gastos e poderia responder por improbidade administrativa.

Adriane Lopes garantiu 4,8%, que já estava acordado para janeiro, mas não garantiu os 10,39% já para receber em dezembro. Ela marcou nova reunião para terça-feira, mas a categoria resolveu paralisar nesta manhã e exigir um retorno.

A reportagem apurou que enquanto o Brasil estreava na Copa ontem, Adriane despachava na prefeitura com parte de sua equipe, incluindo a secretária de finanças. Entre os assuntos em pauta, uma saída para atender os professores e, ao mesmo tempo, não cometer o que pode ser definido como suicídio administrativo.

Relatório sobre o CMO

O chefe de Estado Maior da Polícia Militar, Nivaldo de Pádua Mello, encaminhou relatório ao promotor Humberto Ferri sobre as manifestações em frente ao Comando Militar do Oeste. No relatório, jogou a culpa das irregularidades no trânsito para o colo da Prefeitura de Campo Grande, disse que as manifestações são pacíficas e pediu intermediação do Conselho de Intermediação de Conflitos Sociais e Situação de Risco.

Segundo chefe de Estado Maior, todas as medidas, em casos de manifestações, são criteriosamente analisadas e ponderadas, visando evitar um embate e uso de força, desnecessários, sendo recomendado aos policiais militares recorrerem aos meios e técnicas disponíveis, priorizando o diálogo, convencimento e a composição dos interesses.

“Em que pese a manifestação estar acorrendo de forma pacifica até o presente momento, bem como a PM estar cumprindo sua missão constitucional, assim como o prescrito na determinação contida na ADPF nº 519, e para que passa ser mantida uma ação mais efetiva, mantendo o objetivo de abrandar riscas à integridade física das pessoas, a Corporação por meio do Oficio no 2623/GAB/PMMS/2022, de 17 de novembro de 2022, manifestou pela necessidade de acionar o Conselho de Intermediação de Conflitos Sociais e Situação de Risco, visando minimizar danos físicos a vidas humanas, caso seja necessário a desocupação do local, conforme prevê a Lei nº 3.807, de 17 de dezembro de 2009”, concluiu.

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