Procura-se um novo Sérgio de Paula para o governador Eduardo Riedel

O governador Eduardo Riedel guarda a sete chaves (com cópia apenas para Monica Riedel e o casal Reinaldo e Fátima Azambuja) o nome dos escolhidos para a nova gestão tucana, que começa em janeiro de 2023.

Foi com Azambuja que Riedel trocou figurinhas sobre o desenho do secretariado, que ele tem mantido sob sigilo, embora alguns nomes sejam esperados. Algumas pastas chamam mais atenção, mas há neste meio uma grande questão: quem será o novo Sérgio de Paula?

Chefe da Casa Civil de Reinaldo Azambuja, Sérgio de Paula é o principal articulador tucano e responsável direto pelas vitórias nas três eleições. Político e vigilante, ele é respeitado por saber, como ninguém, como usar a máquina a seu favor.

Foi com esse talento para patrolar adversários que Sérgio conseguiu o apoio da maioria esmagadora dos prefeitos do Estado para Riedel, algo que nem André Puccinelli (MDB), um dos mais populares governadores que já administraram o Mato Grosso do Sul conseguiu.

Riedel afirmou diversas vezes que fará um novo governo e surge nos bastidores este questionamento sobre o futuro de Sérgio e quem seria o substituto para essa difícil missão de agradar e ao mesmo tempo segurar de maneira mais contundente os aliados. Técnico, Riedel precisará de alguém com este perfil para evitar problemas futuros, em eventual eleição.

Vaga no TCE

Sérgio de Paula chegou a ser citado como nome certo para o Tribunal de Contas do Estado, o que no momento esfriou. O medo de alguns tucanos é justamente este: perder um dos seus maiores articuladores.

É meio que tradição entre os governadores enviarem seus escudeiros para o TCE. O último foi André Puccinelli, que indicou Osmar Jerônimo para o Tribunal de Contas. Chegou-se a especular que Sérgio ocuparia o lugar de Jerson Domingos, mas o conselheiro, que já tem idade para aposentar, avisou que não faria isso no momento.

Há ainda possibilidade de ocupação de vagas de Marcio Monteiro e Flávio Kayatt, que completam cinco anos de cargo agora em novembro. Juntando ao tempo de serviço, poderiam abrir espaço para o escudeiro de Azambuja.

Sérgio também poderia ocupar a função de presidente do PSDB, mas Azambuja já avisou que ficará neste posto nos próximos anos, até se candidatar ao Senado, em 2026. Se nada pintar e Sérgio não for para o TCE, a dupla de amigos de longa data pode trabalhar para manter a hegemonia do partido nas eleições municipais, daqui a dois anos, caso Riedel não queira ter o mentor tucano por perto. Os próximos dias dirão.

Foto: Divulgação

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