A Agência Municipal de Trânsito (Agetran) devolveu para o colo da Polícia Militar a responsabilidade de colocar ordem em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em manifestação contra a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, ao apresentar relatório ao promotor Humberto Ferri, a Polícia Militar disse que a competência para retirar motoristas estacionados de maneira irregular na Duque de Caxias era da Agetran. No jogo de empurra, a Agetran retornou a bomba para o colo da Polícia, dizendo não ter estrutura para isso.
A Agetran alegou tratar-se de situação atípica, extraordinária e extremamente delicada, que levaram inclusive ao cerceamento do trabalho no local, na tentativa de fazer cumprir a lei do Código Brasileiro de Trânsito.
“Diante tal constatação dita-se que se trata de situação atípica, extraordinária e extremamente delicada, haja vista que já houveram discussões e tentativas de cerceamento do trabalho dos agentes de trânsito que tentaram atuar em suas competências e prerrogativas”, pontua.
No relatório encaminhado ao promotor não há número de multas aplicadas e a Agetran fala em perigo para a vida de agentes.
“Sem o devido cuidado, podem ter sim suas vidas ameaçadas. Trata-se de situação que extrapola meramente a questão do trânsito, abordando uma multidisciplinariedade de infrações que suplantam as competências desta autarquia municipal de trânsito”, ressalta.
Segundo a Agetran, no momento, não há obstrução de trânsito e qualquer operação no local precisa ser cuidadosa por conter risco de perda de vida.
“Trata-se de questão de segurança pública, extremamente delicada, onde quaisquer determinação exacerbada pode resultar em risco de vida, tanto para os munícipes quanto aos agentes de trânsito, que ressaltamos, não possuem poder coercitivo em relação à conflitos, choques e litígios que extrapolem a questão administrativa do transporte e trânsito”, finaliza, afirmando que atua diariamente, tanto na autuação de infração de trânsito, quanto nas medidas educativas.
