Prefeitura entra com ação para impedir greve dos professores

A Prefeitura de Campo Grande ingressou com liminar contra a greve dos professores, programada para esta sexta-feira (2).A ação foi distribuída no Tribunal de Justiça ontem e com expectativa para resultado já nesta quinta-feira.

Professores anunciaram greve por não receberem os 10,39% tratados com o então prefeito Marquinhos Trad para este mês de dezembro.

A prefeita Adriane Lopes explicou aos professores que a Lei de Responsabilidade Fiscal, citada no próprio acordo feito com os professores por Marquinhos, a impede de conceder o reajuste, sob pena de cassação do mandato por improbidade administrativa.

Hoje, a Prefeitura ocupa 57% da receita em gasto com pessoal. Se chegar a 60%, o que aconteceria com o reajuste, a prefeita pode ser cassada.

Como alternativa, a Prefeitura ofereceu 400 reais de auxílio alimentação e 4,78% que já estavam previstos para janeiro de 2023. A categoria não aceitou e anunciou greve.

Cronograma da greve

02/12- 7h30min: Concentração na ACP – Passeata e panfletagem pelo centro com encerramento no pátio da prefeitura;

05/12-Passeata e panfletagem pelo centro com encerramento no pátio da prefeitura;

06/12 – Ato na Câmara

07/12-Ato/acampamento na prefeitura;

08/12-Rotatórias;

09/12-Assembleia na ACP – Avaliar a greve

Histórico

Antes de sair, Marquinhos propôs um calendário para os professores, que receberiam o piso em escala até 2024. Pelo combinado, agora em novembro, os professores já teriam reajuste de 10,39%, o que tem sido cobrado pela categoria.

Para cumprir o acordo, Adriane precisaria reajustar 10,39% agora; 4,78% para janeiro; 10,56% em maio de 2023, 10,56% em outubro; 10,56% em maio de 2024 e 10,56% em outubro de 2024, quando pela lei atual, os professores receberão R$ 7,6 mil para quarenta horas semanais.

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