Os professores da Rede Municipal de Ensino, em manifestação nesta quinta-feira na Câmara de Campo Grande, conseguiram uma reunião com a prefeita Adriane Lopes.
A prefeita receberá uma comissão de professores e vereadores na Prefeitura de Campo Grande para falar sobre os 10,39% do piso para 20 horas, motivo da greve realizada desde 3 de dezembro.
O presidente da ACP, professor Lucilio Nobre, explica que a categoria busca um cronograma para cumprimento da lei, que prevê os 10,39% para o mês de dezembro. Eles querem um compromisso da prefeita de incorporação do reajuste prometido pelo então prefeito Marquinhos Trad.
O caso
Os professores cobram os 10,39% prometidos por Marquinhos Trad em março, antes de renunciar para se candidatar ao Governo do Estado.Em reunião com a ACP, ele prometeu o reajuste de 10,39% para dezembro, mas condicionou ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 51,3%. Esta é a defesa utilizada pela Prefeitura para dizer que não pode efetuar o pagamento, por correr risco de responder por improbidade administrativa.
Segundo a Prefeitura, o reajuste levaria a um comprometimento de mais de 60% da receita em gasto com pessoal, o que poderia levar à cassação de Adriane Lopes.Para cumprir o acordo, Adriane precisaria reajustar 10,39% agora; 4,78% para janeiro; 10,56% em maio de 2023, 10,56% em outubro; 10,56% em maio de 2024 e 10,56% em outubro de 2024, quando pela lei atual, os professores receberão R$ 7,6 mil para quarenta horas semanais.
