A Câmara de Campo Grande está encontrando dificuldade para intermediar o encontro da prefeita Adriane Lopes com a diretoria da ACP, hoje presidida por Lucílio Nobre. Isso porque a prefeita prefere dialogar com o novo presidente, Gilvano Kunsler, que assume na próxima semana.
O presidente da Câmara, vereador Carlão, conversou com a prefeita Adriane Lopes por telefone e foi informado que ela prefere dialogar com o novo presidente. Agora, Carlão aguarda retorno da ACP sobre o aceite ou não da condição.
Procurado pela reportagem, o atual presidente, Lucílio Nobre, disse que não está sabendo da condição da prefeita e apresentou ofício do dia 30 de novembro, quando solicitou nova reunião com a prefeitura. Lucílio chegou a passar o contato do novo presidente para reportagem, que já havia entrado em contato com ele por telefone, sem sucesso.
“Ela precisa fazer esse pronunciamento e, de preferência, cumprir as formalidades que o cargo requer. Tem que respeitar a instituição ACP”, declarou Lucílio.
O caso
O atual presidente da ACP participou da reunião de março, com o ex-prefeito Marquinhos Trad, quando definiram um escalonamento para pagamento do piso. Deste diálogo ficou definido 10,39% para o mês de dezembro, motivo para a paralisação dos professores.
Em março, ao fecharem acordo, Lucílio e Marquinhos estabeleceram que a Prefeitura pagaria o reajuste se não ferissem a Lei de Responsabilidade Fiscal, que tem como limite prudencial 51,3% da receita corrente líquida em gasto com pessoal. Hoje, a Prefeitura está na casa de 57%, o que impede, pela própria lei, o pagamento dos 10,39%.
A prefeitura ofereceu abono de R$ 400 e os 4,78% que serão dados a todos os servidores, mas a categoria rejeitou e entrou em greve. Poucos dias depois, o desembargador Sérgio Martinhos derrubou a greve, estabelecendo multa de R$ 50 mil por descumprimento. Ele ponderou que pode mudar a decisão se a ACP apresentar o percentual de professores que estarão em greve e que continuarão dando aula.
A ACP tem paralisação prevista para próxima segunda-feira (12), quando decidirão se farão ou não outra greve. Eles precisarão de 72 horas para o início da greve , que só poderá começar na quinta-feira (15).
