Parada no acender das luzes, disputa pela Assembleia pega fogo nos bastidores

Quando indagados sobre eleição para mesa diretora, deputados preferem adotar cautela sobre escolhidos. O governador Eduardo Riedel demonstra receio ainda maior e faz questão de dizer que a prerrogativa é dos deputados.

Quem ouve os depoimentos se admira com a política da boa vizinhança, mas se tiver acesso aos bastidores desta briga pelo poder ficará embasbacado.

No dia a dia do legislativo há quem não engula o outro e divergências que superam a política e chegam ao lado pessoal. Na hora da votação, tudo é colocado na balança e é justamente nesta hora que a fatura chega na mesa do governador.

A briga pela presidência da Assembleia começou na eleição, quando Reinaldo Azambuja prometeu, com aval do PSDB, lugar de destaque (presidência ou primeira secretaria para Lídio Lopes, em troca de apoio da prefeita Adriane Lopes (Patriota) a Riedel no segundo turno para o governo.

Riedel venceu, vai assumir o mandato e agora são os deputados que enfrentam uma eleição, interna. Na briga pelo poder, vale todos os argumentos e foi em um destes que os tucanos acharam uma forma de tirar Lídio da parada. Eles justificam que ele já tem muito poder com a Prefeitura da Capital sob o comando da esposa.

Sem compromisso com Riedel e com maioria na Assembleia, o PSDB, partido do governador eleito, teria vida fácil, não fosse a briga interna. Dos seis, quatro querem a primeira secretaria ou presidência: Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Jamilson Name e Mara Caseiro.

A conta poderia ser fechada de maneira simples, atendendo pelo menos metade, mas Riedel também tem compromisso com aliados. Um deles, a presidência para o PP, da senadora eleita Tereza Cristina, uma das responsáveis pela eleição de Riedel. Com aval de Tereza, a presidência tende a ficar com Gerson Claro (PP).

Sem a presidência, aumenta a briga pela primeira secretaria, em disputa acirrada entre Paulo Corrêa e Jamilson Name. A briga interna tem causado saia justa no novo governador, que teme ficar em situação difícil com um dos lados.

Na briga pelo poder, o vale tudo tá predominando, colocando-se na mesa de processos a “queridometro”, em uma disputa que deve deixar tucanos com menos penas e dispostos a alçar voo em outro ninho.

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