Jerson assume presidência após renúncia, mas conselheiros não chegam a consenso para eleição

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) caminha para fechar o ano sem uma nova eleição. O consenso que vinha se formando em torno do nome de Jerson Domingos foi por água abaixo e os conselheiros voltaram à estaca zero.

Um novo capítulo deixou Jerson na presidência, pelo menos provisoriamente. O conselheiro Iran Coelho, afastado nas investigações da Polícia Federal, renunciou ao mandato que terminaria agora em dezembro.

O Tribunal de Contas do Estado realizaria nova eleição nesta sexta-feira (16), mas com o afastamento de Iran, Ronaldo Chadid e Waldir Neves, criou-se uma dúvida sobre a eleição. Chegou-se a especular a possibilidade de uma eleição entre os quatro que sobraram e até um possível consenso, com Jerson presidente e Flávio Kayatt de vice, mas a negociação não andou.

Com o placar de dois a dois, Jerson e Osmar Jeronymo de um lado e Flávio Kayatt e Márcio Monteiro do outro, os conselheiros não chegaram a uma definição e o TCE deve encerrar o ano sem presidente eleito.

O prazo para registro de chapa vence na quarta-feira (14) e as coisas só devem mudar se chegarem a um consenso, que está difícil. Kayatt caminhava para presidência com os sete conselheiros, mas tudo mudou com afastamento do trio. O então vice, Jerson Domingos, resolveu tentar a presidência de novo, mas não conseguiu convencer Monteiro, criando o impasse.

Operação

Uma operação da Polícia Federal nesta manhã afastou três conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE). O presidente, Iran Coelho Neves, Ronaldo Chadid e Valdir Neves estão suspensos por 180 dias.


As investigações apuram a indevida contratação de empresa por meio de licitações fraudulentas, utilizando-se de conluio prévio entre as pessoas jurídicas vinculadas participantes do certame.

Os investigados utilizavam- se de diversos artifícios para frustrar o caráter competitivo da licitação, incluindo rapidez incomum na tramitação do procedimento, exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto, contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.

Através da análise do material apreendido por ocasião da Operação Mineração de Ouro, bem como dos dados obtidos no bojo da investigação, com as quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, foi possível apurar que, para dissimular a destinação dos recursos debitados nas contas da empresa contratada, foram criados diversos mecanismos de blindagem patrimonial, antes de serem creditados em contas do destinatário final.

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