O governador eleito, Eduardo Riedel (PSDB), anuncia nesta terça-feira os primeiros nomes para o secretariado. Antes de assumir, ele já cumpre uma extensa agenda no gabinete de transição, montado no receptivo do Parque Estadual do Prosa, onde recebe visita diariamente.
O trabalho do novo governador se divide entre a equipe de transição, que tinha como principal missão o novo organograma do governo (já concluído), agendas com deputados, aliados e a composição do secretariado, que tem rendido mais dor de cabeça.
Só na semana passada, Riedel recebeu a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota); a bancada do PT, com Zeca do PT, Pedro Kemp e Amarildo Cruz e o deputado Rafael Tavares (PRTB), que era aguardado como oposição e agora disse ser independente, e candidatos a secretarias.
O novo governador articula para ter o mínimo possível de opositores na Assembleia e deve ter menos trabalho do que na composição de secretarias, com a missão de tentar ser técnico, mas sem esquecer dos interesses políticos do grupo. Foi pensando neste equilíbrio, entre técnico e político, que Riedel resolveu, por exemplo, trocar figurinhas com Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre o novo secretariado. O governador alega que Riedel é quem decide, mas revelou que deu opinião sobre nomes.
Na parte política, Riedel atenderá Eduardo Rocha, marido de Simone Tebet, com a Casa Civil. O deputado ganhou força depois que a esposa se destacou na campanha de Luís Inácio Lula da Silva (PT) e terá muita força no novo governo. Rocha terá essa função de estreitar os laços com Brasília, já que Riedel era apoiador de Jair Bolsonaro e sua madrinha, Tereza Cristina, perderá a liderança que tinha com o atual presidente. Ela agora será da oposição e sem grandes poderes em Brasília.
Riedel precisou de muito cuidado para não atender e ao mesmo tempo não criar desavenças com dois deputados federais cotados para secretarias. Geraldo Resende não vai para Saúde e Beto Pereira também não assumirá secretaria, pelo menos por enquanto.
No quesito política, Riedel ainda não sinalizou nada sobre o destino de Sérgio de Paula, atual chefe da Casa Civil de Reinaldo Azambuja e um dos líderes do grupo tucano. Ele não tem sido citado entre os próximos secretários de Riedel. Sérgio chegou a ser anunciado como próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, mas a indicação acabou esfriando depois que Jerson Domingos anunciou que pretende ficar mais um tempo na Côrte.
Até o momento, são dados como certo nas secretarias de Riedel: Eduardo Rocha, Flávio César, Pedro Arlei Caravina, Jaime Verruck e Antônio Carlos Videira. Também está cotado para cargo de destaque o ex-presidente da Famasul, Ademar Silva Junior.
Riedel anunciou coletiva para falar sobre secretários nesta terça, mas a expectativa é de que apenas alguns nomes sejam citados. Alguns secretários, adjuntos, diretores de fundações e os novos secretários executivos devem ficar para uma próxima oportunidade.
Foto: Saul Schramm
