O governador eleito, Eduardo Riedel (PSDB), não conseguiu acordo com a bancada do PT para a composição na base de sustenção. Sem conceder o espaço desejado pela bancada petista, o governador ainda arrumou uma briga com o petista que mais lhe ajudou na campanha.
“Ou contempla o PT, respeitando o que o partido fez por ele, ou é melhor ficar na oposição”, avisou Zeca do PT, dizendo que não sabe os demais, mas ele não aceitará farelos do novo governo. A fala de Zeca já é muito menos agregadora do que há alguns dias, quando falava em independência, caso não fossem contemplados.
Zeca foi o principal defensor do apoio a Riedel. Ele foi, inclusive, flagrado em vídeo, já no primeiro turno, pedindo voto para o tucano, quando o partido tinha Gisele Marques como candidata ao governo.
Na sexta-feira, o deputado federal Vander Loubet (PT) se reuniu com Riedel, curiosamente, sem a presença do trio de deputado estadual: Zeca, Amarildo Cruz e Pedro Kemp. Até a manhã desta segunda-feira, nenhum tinha recebido retorno sobre composição e amanhã Riedel já anuncia os últimos nomes do primeiro escalão.
Riedel ofereceu a Agraer e oito subsecretarias para o PT, que recusou. Essas oito subsecretarias estão dentro da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania. Por isso, a bancada solicitou logo o comando da secretaria, o que parece ter sido rejeitado por Riedel.
Com Vander tentando acordo sem a presença dos principais interessados, seguido da mudança de tom de Zeca, o PT começa a dar sinais de que esse arranjo já levou a desentendimentos dentro do próprio partido.
