A eleição que caminhava para um consenso começou a pegar fogo na Assembleia Legislativa. Com menos força, deputados bolsonaristas tentam aproveitar bloco de insatisfeitos para surpreender e tentar derrubar o chapão de consenso.
Atento, o grupo que lidera a chapa, está de olho na movimentação e faz reuniões nesta segunda para segurar o apoio da maioria e garantir a eleição na quarta-feira (1º). A reunião mais importante acontece no começo da tarde, quando o PSDB, com seis deputados, tenta consenso para os principais cargos.
A Mesa Diretora será um dos assuntos debatidos entre tucanos, que ainda colocarão na mesa a liderança do governo e presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Assembleia, para não deixar ninguém insatisfeito.
O partido tem Mara Caseiro e Zé Teixeira de olho na presidência e Jamilson Name e Paulo Corrêa na primeira-secretaria, mas só Paulo Corrêa deve ser agraciado com o cargo almejado. Os demais podem ser gratificados com CCJ ou liderança do governo, a ser discutida na reunião com o presidente do partido, ex-governador Reinaldo Azambuja.
O deputado Gerson Claro (PP), mais cotado para a presidência, explica que o chapão de consenso está sendo montado pensando na proporcionalidade dos partidos na Assembleia. Faltando dois dias para a eleição, ele acredita que a chapa continua favorita, mesmo com ameaças de candidaturas individuais, mas entende que muitas reuniões ainda serão realizadas até o fechamento da chapa.
Por enquanto, a mesa formada pela chapa tem Gerson como presidente, Paulo Corrêa na primeira-secretaria; Renato Câmara (MDB) na vice-presidência e Pedro Kemp (PT) na segunda-secretaria. Coronel David (PL) ocuparia a terceira-secretaria, mas protesta por um espaço maior, o que deixa em aberto os cargos secundários: vice-presidente, segundo vice-presidente, segundo-secretário e terceiro-secretário.
Correm por fora na briga pela Assembleia as candidaturas avulsas de Rafael Tavares (PRTB) para presidência; João Henrique (PL) para primeira-secretaria e agora de Coronel David, que ameaça concorrer de maneira avulsa pela segunda-secretaria.
