Os oito vereadores do PSD em Campo Grande vão procurar a prefeita Adriane Lopes (Patriota) para falar sobre possível apoio. O líder do partido na Câmara, vereador Junior Coringa (PSD) explica que o grupo fará esta reunião antes de decidir se integra ou não a base de sustentação.
Na sessão desta terça-feira (7), Coringa fez duras críticas à gestão da prefeitura e ao ser indagado se não estaria mais na base, disse que a crítica é salutar e que a oposição faz parte da democracia. Foi aí que relatou a decisão do partido de só definir posição após a reunião com Adriane.
“Vamos conversar com a prefeita para só depois nos posicionar. Vamos como partido. O PSD é um grande partido e precisa de espaço político. O partido não tem mais nada na prefeitura. Vamos discutir onde o PSD terá espaço. Hoje, não tem em lugar algum e o partido precisa ser ouvido”, justificou.
Coringa ressalta que a prefeita fez conversas individuais com vereadores, que não estão relacionadas a posição deles enquanto base ou oposição. O líder da prefeita na Câmara, Beto Avelar, é do PSD, mas Coringa garante que isso não influenciará na decisão, já que é uma escolha pessoal dele e não do partido.
A maioria do PSD na Câmara é fruto da eleição e reeleição de Marquinhos Trad na Prefeitura de Campo Grande. O partido conquistou a maior bancada, mas ficou perdido depois que ele deixou o posto para se candidatar ao governo. O próprio Coringa, hoje líder do partido, já manifestou o desejo de sair por falta de união da sigla.
O ex-prefeito, Marquinhos Trad, quer assumir a presidência do PSD em Campo Grande para organizá-lo para a próxima eleição. Em entrevistas, garante que a preferência é de apoiar a reeleição de Adriane, ainda que a relação deles não seja das melhores desde que ela passou a exonerar todos os secretários escolhidos por ele.
Adriane está encontrando dificuldade para formar uma base de sustentação na Câmara de Campo Grande. A maioria prefere independência e liberdade para fazer críticas à gestão quando achar oportuno, o que causa desgaste diário. Hoje, a atual gestão não teria segurança para passar projeto mais polêmico na Casa.
