Aprovação de aumento salarial arranhou relação e reiniciou tratativas entre Prefeitura e base na Câmara

O reajuste do salário da prefeita, vice e secretários, contra a vontade da Prefeitura de Campo Grande, arranhou a relação com a base na Câmara de Campo Grande. O líder da prefeita, Beto Avelar (PSD), chegou a pedir durante a sessão que os vereadores rejeitassem o reajuste imediato e aprovassem só a partir de 2025, mas não foi atendido.

Com a derrota, a relação que vinha sendo construída, ainda que não muito segura, ficou bastante comprometida, a ponto de alguns vereadores já se prepararem até para retaliação, com fechamento de portas (cargos) que foram abertas com a aproximação.

Ontem, vereadores mantiveram nove vetos da prefeitura, em uma tentativa de reaproximação, mas muitos se revezaram entre sim e não nos votos, indicando que se tratava muito mais de preferências e compromissos pessoais do que propriamente de base.

Indagado sobre essa composição, um vereador, que preferiu não se identificar, confirmou que não é possível falar em uma base hoje na Câmara. Ele ressaltou que havia um grupo se formando, mas que na votação do aumento salarial acabou comprovando que não estariam tão comprometidos assim com o Executivo Municipal. 

A prefeita Adriane Lopes tem como secretário de Governo o ex-vereador Mário César, que seria, pelo menos na teoria, o encarregado de fazer a composição. Todavia, segundo os vereadores ouvidos, não há diálogo com o secretário.

Na tentativa e construção da base, a própria prefeita Adriane Lopes conversou com vereadores, incluindo os que se diziam independentes, como Alírio Villasanti e Professor André, mas muitos compromissos firmados não chegaram ao resultado esperado, o que impossibilitou o fechamento da composição.

Foto: Izaias Medeiros/Câmara

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