Ministério Público investiga pagamento de diárias para vereador no interior

O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar possível irregularidade em pagamento de diárias no Município de Maracajú, a 160 quilômetros de Campo Grande.

“Apurar a regularidade do pedido e pagamento de diárias pela Câmara de Maracajú em benefício do vereador Renner Barbosa, relacionadas ao período de 09/08 a 14/08/2022”, diz o pedido da promotora Janaína Scopel Bonatto.

Na publicação não há informação sobre os valores pagos. No portal da transparência da Câmara há pagamento de R$ 6,3 mil em nome do vereador no mês de agosto do ano passado.

“Cinco diárias interestaduais para curso de capacitação de vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais, gestores, assessores e servidores públicos em Araçatuba-SP, promovido pela capacitação e treinamento”, diz a justificativa.

CPI e afastamentos

Atualmente, uma Comissão Parlamentar Inquérito na Câmara investiga a conduta dos oito vereadores afastados durante a Operação “Dark Money”, por esquema de corrupção na Prefeitura entre 2019 e 2020.


Informações iniciais apontam para desvio de mais de R$ 23 milhões com o esquema que utilizava contas clandestinas em nome da Prefeitura. Segundo a investigação, as propinas eram pagas com a anuência de outros servidores e integrantes da gestão municipal, e tinham como objetivo afrouxar a fiscalização das contas da Prefeitura pela Câmara, além de aprovar projetos e leis que eram de interesse da Administração Municipal”, diz a polícia.


Foram afastados do mandato os seguintes vereadores: Robert Ziemann (PSDB); Nenê da Vista Alegre (MDB); Jeferson Aparecido (Patriota); Helio Albarello (MDB); Catito (PSDB); Laudo Sorrilha (PSDB); Nego do Povo (MDB) e Joaozinho Rocha (MDB), que conseguiu decisão judicial para retornar. Até o momento, apenas Joãozinho conseguiu reverter o afastamento na Justiça

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