Direita disputa Bolsonaro e Lula segue livre para apadrinhamento em erro que pode se repetir em MS

O que mais se vê, a praticamente um ano da próxima eleição, para prefeito e vereador, é a disputa para quem vai ser apadrinhado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um fato já visto na última eleição em Mato Grosso do Sul, com divisão de votos, puxado por Tereza Cristina apoiando Eduardo Riedel (PSDB) e outro grupo com Capitão Contar (PRTB).

Na eleição passada, Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (União) chegaram a receber proposta para serem apoiados por Luís Inácio Lula da Silva (PT), mas recusaram e acabaram não chegando ao segundo turno

O medo de estar com Lula em um estado de muitos eleitores bolsonaristas impediu a dupla de repetir cenário de outros estados, onde candidatos puxados pelo petista polarizaram com bolsonaristas, chegando no mínimo ao segundo turno.

Nesta nova eleição, pelo menos até o momento, os candidatos apresentados ainda não demonstram interesse de aproveitar essa força do petista, que agora está com a presidência nas mãos. Um erro recente, que pode se repetir, principalmente para candidatos que não têm tanta força para vencer sozinho uma eleição.

Em Campo Grande, no Partido dos Trabalhadores (PT), apenas Zeca do PT manifestou interesse na disputa. Camila Jara(PT), aposta de Vander Loubet (PT) não tem demonstrado interesse de concorrer.

Sem uma candidatura que agrade no próprio PT, sobra na Capital, e se repete no interior, este espaço de “candidato do Lula”, que no momento contaria com a força pessoal dele, mas que pode alcançar números ainda maiores caso o terceiro mandato agrade o eleitor.

Enquanto o grupo de Lula não se empolga, a ala mais bolsonarista já se articula para garantir o apoio do ex-presidente. Preocupado em não repetir o erro da eleição passada, o presidente do PL na Capital, Marcos Pollon, tratou de se reunir com Bolsonaro e saiu com a missão de unir a direita no Estado. O adiantamento pode impedir uma divisão de votos com o grupo de Tereza que, mais ao Centro, também se organiza, e pode voltar a pedir apoio de Bolsonaro.

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