O ex-deputado estadual Marçal Filho não terá vida fácil para retornar ao PSDB, que tem três pré-candidatos à Prefeitura de Dourados. Convidado pelo deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), ele precisará passar por uma sabatina antes de retornar ao ninho.
O deputado Geraldo Resende, que disputa a preferência do partido para candidatura com Zé Teixeira e Lia Nogueira, não está disposto a facilitar a vida do concorrente, que seria o quarto do partido na briga.
“Importante que quem venha seja submetido a uma sabatina para saber o que pensam a cerca de Dourados, quais os projetos para saúde, educação, segurança, assistência social, o que pensa a cerca do momento que Dourados está experimentando e qual experiência de algumas cidades do pais que querem reproduzir em Dourados”, declarou.
O deputado reforça que todos podem convidar, mas defende que passe por questionamentos de quem já está no partido.
“Quando é uma figura proeminente, nós precisamos discutir dentro do diretório municipal. Nós precisamos verificar quem ajuda construir partido ou só usa o partido como mero cartório de homologar candidaturas ou usa de uma forma utilitária o partido para seus projetos pessoais e não ajuda a construir. Tem gente que já passou por diversos partidos, mas nunca participou de nenhuma reunião do partido, nem das executivas e nem das reuniões rotineiras que o partido precisa fazer. Quem tem mandato eletivo ou seja figura forte politicamente, precisa ser submetido a apreciação da executiva e diretório. É isso que meus companheiros de partido me reportaram”, justificou.
Geraldo entende que o fortalecimento do partido em termos eleitorais não pode superar questões programáticas.
“Que seja o projeto construído primeiro com aval de todos do partido, e segundo que tenha laços com outros partidos para alianças com quem apoia o governador. Terceiro, que exerça a democracia partidária na sua plenitude. Ouça todos os membros do partido, coletivos que representam negros, indígenas, LGBTQIA+”, exemplificou.
Apesar das exigências, o deputado afirma não ter restrição a ninguém que queira se filiar ao partido, mas não descarta que o diretório possa rejeitar alguma liderança.
“Não tenho nenhum senão contra esta ou aquela liderança, mas temos que ter regras no partido para fazer convites e que respeite quem está no partido há muito tempo, tendo vista que tem alguns novos que já se alvoram como dono do partido. Democraticamente, pode avaliar que não é importante, que não vai acrescer, fazer o partido avançar, que não coaduna com a história do partido ou bandeiras que o partido defende. Pode acontecer. Agora, logicamente não sou eu a determinar quem entra e sai”, concluiu.
