O ex-diretor da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Max Freitas, deve fazer o caminho inverso ao que fez há seis meses. Após deixar a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, ele deve retornar à Secretaria de Cultura de Campo Grande.
A reportagem apurou que Max já conversou com a prefeita Adriane Lopes (PP) sobre a possibilidade de retorno e aguarda apenas questões administrativas, de remanejamentos de cargos na prefeitura, para o retorno.
Max deixou a Secretaria de Cultura de Campo Grande justamente para assumir a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, mas não conseguiu se entender com o secretário de Cidadania, Cultura, Esporte e Turismo, Marcelo Miranda, e saiu do cargo neste mês.
A Secretaria de Cultura da Capital foi tocada por Mara Bethânia após a saída de Max. Ela não trabalhava no setor quando assumiu a função. Era secretária-adjunta de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio.
Mudanças no Estado
A briga entre Max e Marcelo levou o governador Eduardo Riedel (PSDB) a anunciar mudanças na chamada supersecretaria. Ele já avisou deputados que enviará um projeto de reestruturação, onde deve tirar as fundações da secretaria, que perderá o posto de “supersecretaria”.
A mudança ocorrerá porque as fundações de Turismo, Esporte e Cultura têm orçamento próprio e não dependem da secretaria, o que levaria a desentendimentos com o secretário da pasta, que também quer participar ativamente das decisões. Foi esse, inclusive, o motivo da saída de Max da Cultura, após desentendimentos sobre contratos. O projeto de mudança deve ser encaminhado pelo governador para a Assembleia Legislativa.
