Duas pesquisas divulgadas recentemente para Prefeitura de Campo Grande revelam crescimento da influência do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) sobre o voto para o próximo ano.
Pesquisa Innova apontou que 44,2% dos entrevistados votariam em um candidato apoiado por Lula, contra 35% que apoiariam um candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já o Instituto Ipems revelou que a influência de Lula aumentou de 16,43% para 22,53% em dois meses, enquanto a de Bolsonaro caiu de 35,88% para 27,68%.
O crescimento da influência de Lula, natural para quem está no poder, já atrai os olhares de pré-candidatos da esquerda. Camila Jara (PT), que até alguns meses atrás dizia que não seria candidata, já anunciou que o nome estará à disposição do partido e deve entrar na briga com Zeca e Giselle Marques pela vaga.
Com a força do atual presidente, já surgiram até grupos que prometem aliança para a eleição do próximo ano na Capital. Zeca do PT defendeu união com Rose Modesto (União) e Lucas de Lima (PDT), com definição de um candidato único do grupo para a próxima eleição.
Até alguns meses atrás, pouco se falava da força de Lula na hora do voto e apenas Bolsonaro era lembrado como puxador de votos, ao ponto de pré-candidatos da direita brigarem pelo apoio do ex-presidente.
Com a ascensão de Lula, o grupo mais de direita começa a avaliar melhor os passos para a próxima eleição. Por enquanto, três nomes brigam pelo apoio do ex-presidente até o momento: a prefeita Adriane Lopes (PP), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) e o deputado federal Marcos Pollon (PL).
Pollon preside o PL em Mato Grosso do Sul atualmente e, por enquanto, é o pré-candidato do partido na Capital. Ele chegou a convidar Contar para se filiar ao PL, mas ainda não recebeu resposta. Contar espera o apoio de Bolsonaro, mas recentemente recebeu um balde de água fria, quando em entrevista para o Jornal O Estado Online, Bolsonaro disse que aconselhou ele a se candidatar a vereador.
O crescimento de Lula reforça a necessidade de atenção do grupo mais ligado a Bolsonaro, já que uma divisão poderia significar a derrota para o grupo, que aposta todas as fichas na influência do ex-presidente.
Dos três que disputam a vaga, Pollon é o mais desconhecido e pode ser aposta no “modo surpresa”. Contar tem como ponto favorável a popularidade conquistada na última eleição, quando foi para o segundo turno, mas o desgaste da participação pouco efetiva em debates na reta final da campanha. Adriane a seu favor a madrinha Tereza Cristina (PP), próxima a Bolsonaro, e a estrutura para uma campanha, já que está à frente da prefeitura. Na entrevista dada ao jornal, Bolsonaro chegou a dizer que não conversou mais profundamente com Tereza Cristina sobre eleição em Mato Grosso do Sul, o que animou o grupo próximo a Adriane.
