Capital chega aos 124 anos com novidade no poder, gigante em crise e nova força querendo comandar

Campo Grande completa 124 anos neste sábado (26) com novidade no poder. A Capital tem uma mulher no comando pela primeira vez e o Partido Progressista (PP) pela segunda vez administrando a cidade. A primeira com Alcides Bernal e agora com Adriane Lopes.

Faltando um ano para as próximas eleições, o clima já é de eleição e pré-candidatos aproveitam o aniversário da cidade para preparar terreno para a campanha do próximo ano, que promete disputa intensa.

Adriane Lopes, que assumiu o cargo após a renúncia de Marquinhos Trad (PSD), eleito e reeleito prefeito, quer ser a primeira mulher eleita diretamente para o cargo. Ela já é a primeira a comandar a cidade  após ser eleita democraticamente. Na campanha, terá como parceira uma outra mulher, a senadora Tereza Cristina (PP), que se tornou madrinha dela após filiação no PP.

O MDB, partido que mais comandou a Capital nos últimos anos, 24 no total, com Juvêncio Cesar, André Puccinelli e Nelsinho Trad, vive uma crise, com apenas dois vereadores. O partido chegou a comandar o Estado e a Capital, com Puccinelli e Nelsinho, perdeu o rumo na eleição em 2012, quando Edson Girotto foi derrotado por Alcides Bernal (PP). 

A história se repetiu com Nelsinho perdendo o governo, Márcio Fernandes a prefeitura, Junior Mochi o governo e Puccinelli, novamente, o governo, no ano passado. Agora, o mesmo Puccinelli anuncia pré-candidatura na Capital, com objetivo de reestruturar o partido. Durante eleição nesta sexta-feira, Moka lembrou que assumiu a presidência do MDB em um momento parecido e conseguiu levar o partido, que também vivia uma crise, ao comando da prefeitura por muitos anos e do Governo do Estado.

O PSDB, que ficou por muitos anos à sombra do MDB, é hoje o maior partido do Estado, em número de prefeitos e deputados e tenta chegar ao comando da Capital. O partido já bateu na trave em duas ocasiões, com Reinaldo Azambuja, em 2012 (quase foi ao segundo turno e ganhou o governo posteriormente), e Rose Modesto, em 2016. Agora, aposta em Beto Pereira para comandar a Capital no próximo ano.

O Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a comandar o País, com Luís Inácio Lula da Silva, e também quer deixar de ser apenas mais um número na urna na Capital. Zeca do PT teve a maior votação do partido na Capital em 1996, quando perdeu para André Puccinelli por 411 votos. Ele era um dos nomes do partido para o próximo ano, mas retirou a candidatura. Agora, a aposta é Camila Jara, que surge como nova safra do partido.

A lista de pré-candidatos traz outros partidos que também querem debutar no comando da Capital: Capitão Contar e o PRTB; Carlão no PSB; Lucas de Lima com o PDT; Marcos Pollon no PL; Professor André Luís no Rede Sustentabilidade e Rose Modesto com o União Brasil.  

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