Funcionária de hospital é investigada por usar doença de colega para arrecadação

O Ministério Público Estadual recomendou que o Município de Bonito tome providências contra uma servidora que, usando de superioridade hierárquica do cargo sobre outros profissionais da saúde, iniciou uma vaquinha fraudulenta no hospital municipal de Bonito.

Segundo a denúncia, a vaquinha fraudulenta tinha o pretexto de angariar fundos para tratamento médico de alto custo em prol de colega de serviço, acometida por um câncer de mama. Entretanto, a vaquinha era realizada sem o conhecimento da potencial beneficiaria e, pior que isso, sem repassar os valores recebido.

A servidora solicitava o  recurso a terceiros e em especial a funcionários, inclusive médicos, alegando que seria para custear o tratamento da colega, que utiliza o Sistema Único de Saúde, de forma gratuita.

Na investigação foram anexados prints de whatsapp e comprovantes de transferências bancarias com altas quantias em dinheiro, somando, até onde conseguiu-se apurar, a quantia de R$ 4 mil, que nunca chegaram ao bolso da funcionária em tratamento.

“A funcionária do Hospital Darcy João Bigaton ao valer-se de doença grave, acometida por uma colega de trabalho, para obter vantagem ilícita, praticou conduta de considerável reprovabilidade, incompatível com a função exercida, malferindo os mandamentos éticos e deveres inerentes aos servidores públicos em geral. A conduta praticada pela funcionária do Hospital Darcy João Bigaton também poderá configurar crimes patrimoniais, em especial o delito de estelionato e /ou apropriação indébita e / ou peculato”, pontuam os promotores Alexandre Estuqui e Ana Carolina Castro.

Diante dos fatos, solicitaram providências do hospital, com instauração de Processo Administrativo Disciplinar, para aplicação das penalidades cabíveis à funcionária, que pode variar de suspensão das atividades funcionais e afastamento do cargo, até o afastamento definitivo e demissão, considerando a gravidade da conduta praticada.

Outro lado

a responsável pela arrecadação disse à reportagem que arrecadou R$ 5.330,00, já repassados a colega, via pix, para auxiliar no tratamento. Ela enviou comprovante, que não será anexado para preservar o nome dos envolvidos.

Deixe uma resposta