Os deputados estaduais aprovaram nesta quinta-feira, por 18 votos a cinco, o projeto de lei do Governo do Estado que garante aporte de R$ 60 milhões para ajuda a Cassems.
No início da votação, os líderes dos dois blocos na Assembleia Legislativa, Márcio Fernandes (MDB) e Jamilson Name (PSDB), orientaram os demais deputados a votarem favorável.
A recomendação não teve efeito para os deputados Neno Razuk (PL), Lídio Lopes (Patriota) e Coronel David (PL), que estão nos blocos governistas e votaram não ao aporte, contrariando os líderes. Já o deputado Lucas de Lima (PDT), que votou não na constitucionalidade, hoje disse sim, seguindo a recomendação dos líderes. Rafael Tavares (PRTB) e João Henrique (PL) não integram os blocos e também votaram contra.
Os R$ 60 milhões serão divididos em duas vezes, em 2023 e 2024, mas os valores e
o mês do repasse não constam no projeto encaminhado para Assembleia Legislativa.
Com o aporte, a Cassens prometeu reduzir o valor de reajuste, de R$ 45 para R$ 35
reais, para servidores do Estado e dependentes. Agregados e municipios não terão esta redução.
Também foram excluídas cobranças de fatores participativos de órteses, próteses, materiais especiais e tratamentos odontológicos. A diretoria da Cassems também se comprometeu a realizar uma força tarefa para resolver problemas e melhorar o atendimento.
A Cassems afirma ter investido R$ 290 milhões durante a pandemia da COVID, sem retorno do governo, o que gerou um passivo de R$ 190 milhões.
Segundo Ricardo Ayache, diretor da Cassems, a instituição tem hoje R$ 90 milhões em caixa, o que resulta em um desequilibrio de R$ 60 milhões
