A nomeação de Tenente Portela (PL) para a Defesa Civil da Prefeitura de Campo Grande mostra que a senadora Tereza Cristina (PP) e a prefeita Adriane Lopes (PP) estão mesmo dispostas a conquistar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tereza sabe da proximidade de Bolsonaro com Portela, porque foi o então presidente que indicou o amigo pessoal, Portela, para o posto de suplente de Tereza no Senado. Se ganhasse, Portela inclusive poderia ser senador neste momento, já que Tereza certamente voltaria a ser ministra de Bolsonaro.
Com a nomeação, Portela se junta a Tereza Cristina na missão de atrair Bolsonaro. Ele ainda pode ser usado, em último caso, como um vice, o que deixaria o ex-presidente bastante dividido.
Tereza e Adriane estão de olho no apoio do ex-presidente, mas têm como concorrentes os deputados do PL e Capitão Contar (PRTB), também interessados em Bolsonaro como puxador de votos.
Contar chegou a ser convidado pelo presidente do PL e também pré-candidato, Marcos Pollon, para retornar ao partido, mas recusou, por enquanto. Entretanto, afirma que está com o grupo, aguardando definição de candidatura.
Enquanto Contar fala em união e definição por pesquisa, Coronel David (PL) defende a candidatura de Pollon ou qualquer outro deputado do PL para a prefeitura, citando o nome dele próprio, de João Henrique (PL) e Rodolfo Nogueira (PL). Ele não considera apoio a candidato de outro partido.
Ligação para Bolsonaro
Portela já havia demonstrado proximidade com Adriane. Foi ele quem colocou a prefeita ao telefone com Bolsonaro, o que gerou ciúmes no PL. Na época, ele afirmou que foi à casa de Adriane atendendo a um convite de um amigo, apenas para uma conversa e café. No meio da conversa, perguntou ao ex-presidente se poderiam fazer uma chamada de vídeo, o que foi autorizado.
Na época, vazou a informação de que Bolsonaro teria convidado Adriane para se filiar ao PL e ser candidata à reeleição, o que foi negado por Portela, embora confirmado por pessoas próximas à prefeita.
