Alvo da PF que diz ser contra anarquia gravou vídeo fechando rodovia

Alvo da Polícia Federal nesta terça-feira, em Operação que investiga invasão aos Poderes em Brasília, gravou um vídeo para dizer que teve o celular apreendido. Entretanto, declarou ser contra anarquia ou vandalismo.

Apesar do vídeo de defesa, Rodrigo tem histórico que depõe contra a alegação. Ele gravou um vídeo no dia 8 de janeiro na BR-163, onde diz que ninguém entra e ninguém sai na Capital.

“Rodovia, saída para Cuiabá, pegando fogo, ninguém entra e ninguém sai. Os caminhoneiros estão aqui, a Polícia Federal. Infelizmente, não era isso que a gente queria, mas vai acontecer nível nacional”, diz o manifestante.

Ele diz ainda que o povo já está na rua e que o Congresso e o STF já foram invadidos porque a população não aceita bandido no poder. “Está acontecendo, na saída para Cuiabá, ninguém entra e ninguém sai”, afirmou no dia.

Empresário e ativista, Rodrigo Lins confirmou, em vídeo, que foi alvo de Operação da Polícia Federal nesta terça-feira. Todavia, negou que tenha sido detido.

“A Polícia Federal esteve hoje na minha residência, com mandado de busca e apreensão do meu celular. Pra tranquilizar, estou sob investigação a respeito do crime lesa pátria, que aconteceu dia 8/01/2023”, declarou.

Rodrigo diz ainda se defendeu, afirmando ser contra anarquia. “Nós somos contra vandalismo, anarquia. Tudo que a gente preza hoje é em prol a nossa Constituição , em prol a democracia “, justificou.

A reportagem apurou que Aline Paiva, assessora do deputado Rafael Tavares, também foi alvo da operação . Ela participou do acampamento em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande, e chegou a fazer orçamento de ônibus que levariam as pessoas para manifestação.

A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira, mais uma fase da Operação Lesa Pátria, com objetivo de identificar pessoas que financiaram e fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos.

No total, são 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins, Ceará e Minas Gerais.


O STF determinou a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. A estimativa é de que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar à cifra de R$ 40 milhões.

Os investigados podem responder pelo crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Cumprimento dos mandados

São Paulo 12;
Paraná 6;
Mato Grosso do Sul 2;
Tocantins 2;
Santa Catarina 3;
Minas Gerais 26;
Ceará 2.

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