O confronto entre manifestantes do Grito dos Excluídos e policiais, durante o desfile de 7 de Setembro na Capital continua rendendo nas redes sociais. O deputado Pedro kemp (PT), que chegou a ser empurrado ao tentar garantir a passagem dos manifestantes, retirando as grades, usou a rede social para criticar o ato e chegou a comparar à manifestação em frente aos quarteis, após eleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT).
“Quando havia manifestação contra a democracia, acampamento nos quarteis, fechamento de estradas e tentativa de golpe, não repressão como a do Grito dos Excluídos” reclamou o deputado na rede social.
Em outro post, Kemp falou sobre a situação da polícia no confronto. “Sei que policiais cumprem ordens superiores e os respeito. Que no próximo ano os comandantes chamem os organizadores do Grito para garantia da livre manifestação”, sugeriu.
Na outra ponta, opositores do PT, que aproveitaram o 7 de setembro para comparar público de desfile em Brasília da gestão de Jair Bolsonaro e Lula, aproveitaram para criticar os adversários. “Esquerda tumultuando, como sempre”, postou o deputado Rafael Tavares (PRTB). Já Tiago Vargas disse que Kemp instigou militantes esquerdistas contra policiais.
Apoio de aliados
Kemp recebeu manifestação de aliados. A vereadora Luiza Ribeiro (PT), que também estava na manifestação, alegou que o ato ocorre há 15 anos e avaliou que na verdade a “intolerância esteve presente porque ali marchavam os excluídos”.
O superintendente de Patrimônio da União, Tiago Botelho, cobrou punição aos responsáveis. “A polícia não tem o direito de reprimir manifestação popular. É repugnante a violência como trataram o Grito dos Excluídos em Campo Grande. O movimento tem como objetivo denunciar a violação de Direitos Humanos que gera excluídos e excluídas”, protestou.
