Desempenho ruim de adversários favorece Adriane na briga por Bolsonaro

Se depender da pesquisa do Instituto Ranking para a Prefeitura de Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes (PP) pode ter sucesso na briga pelo apoio do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), na disputa do próximo ano.

Adriane disputa o apoio de Jair Bolsonaro com os deputados do PL, que hoje tem como pré-candidato o deputado federal Marcos Pollon. Se comparado os números da pesquisa, Adriane tem vantagem. Ela aparece na quarta colocação no levantamento estimulado, com 6%, enquanto Pollon é apenas o 13º colocado, com 0,4%.

O melhor colocado no PL é o deputado estadual Coronel David, que já foi candidato em Campo Grande. Ele aparece em décimo lugar, com 1,2%. O deputado já saiu da lista de pré-candidatos do PL, mas disse que se Pollon não quiser, pode disputar, por defender candidatura própria.

Adriane também tem como concorrente, na busca pelo apoio de Bolsonaro, o ex-deputado Capitão Contar (PRTB). Ele é o melhor entre os concorrentes de Adriane, mas também abaixo na pesquisa, ocupando a oitava posição, com 1,35%.

O PL ainda não definiu quem será e se terá candidato próprio na Capital. Pollon chegou a convidar Capitão Contar para retornar ao partido, mas ele disse que, por enquanto, permaneceria no PRTB.

Pollon assumiu a presidência do PL recentemente, com a missão, segundo ele, de unir a direita em Mato Grosso do Sul. O PP, de Adriane, é um dos poucos partidos que ele citou como aliado, já que apoiou Jair Bolsonaro.

Em entrevista para o Jornal O Estado, Bolsonaro disse que aconselhou Contar a se candidatar a vereador na Capital e declarou ainda que ainda não havia conversado mais profundamente com Tereza Cristina sobre a eleição em Mato Grosso do Sul.

No ano passado, defendendo a candidatura de Eduardo Riedel (PSDB), a senadora conseguiu neutralizar o então presidente, que chegou a ajudar Contar no primeiro turno, anunciando que ele era o candidato. No segundo turno, Bolsonaro se calou e não declarou apoio a Capitão Contar em Mato Grosso do Sul.

O instituto ouviu 2.000 pessoas entre os dias 10 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2,75% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Abaixo os números:

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