A Prefeitura de Campo Grande vai retirar da Câmara Municipal o projeto de lei n. 11.105/23, de concessão para exploração do Sistema de Estacionamento Rotativo Pago nas vias de Campo Grande.
Em reunião ontem, com a prefeita Adriane Lopes, o presidente da Câmara, Carlão, explicou que o projeto estava sujeito a várias emendas.
Os vereadores não aceitaram votar o projeto sem o número de vagas e não querem abrir a possibilidade de aumentar para mais 15 anos o contrato, sem autorização da Câmara. Além disso, pediram para passar pela Câmara a definição de valores a serem cobrados no estacionamento.
O projeto seria votado na sessão de hoje porque já estava há 45 dias na Câmara de Campo Grande. Se não fosse levado à votação, a pauta da Câmara ficaria trancada, sem possibilidade de novas votações.
O contrato com a Flexpark terminou em março do ano passado, com custo de R$ 2,40 a hora, mas a volta do estacionamento terá um valor bem maior, chegando a R$ 4,40, quase o dobro do contrato anterior.
Segundo a Agereg, comerciantes estão cobrando a volta do estacionamento, porque as vagas estão sendo ocupadas por todo o período comercial, sem rotatividade, por falta de cobrança. O novo valor tem como base o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador utilizado no contrato passado.
“Este valor levou em conta a recomposição das perdas inflacionárias, bem como a evolução de fatores tecnológicos e técnicas para operação e fiscalização do serviço de estacionamento rotativo previstos no edital de licitação e que precisam ser cobertas pela tarifa”, declarou Odilon de Oliveira Junior, diretor-presidente da AGEREG.
