O vereador Cido Santos (PSDB), de Caarapó, ganhou liberdade, quatro meses após ser detido em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), realizada no final de julho.
Um mês depois, o deputado alegou que não tinha R$ 10 mil para pagar fiança por ser detido por porte ilegal de arma. Segundo advogado, o vereador, que recebe salário de R$ 12 mil por mês e tem mandato há 20 anos, não tinha dinheiro para pagar.
O advogado afirmou que, durante operação, a polícia apreendeu dinheiro e bloqueou os bens do vereador, o que impossibilitaria o pagamento. O Ministério Público Estadual deu voto contrário, alegando que o vereador recebe R$ 12 mil por mês e é defendido por advogado particular.
Posteriormente, o vereador pagou fiança, mas continuou detido após pedido de prorrogação da prisão preventiva.
O caso
O Gaeco realizou buscas na Câmara e Prefeitura para apurar desvio milionário. No total, foram dois mandados de prisão, contra ele e o servidor Marcelo Nascimento da Silva, e cinco de busca e apreensão.
O Ministério Público investiga a existência de esquema de corrupção na arrecadação de impostos do Município, onde Pagamentos de ITBI e IPTU eram agendados e, posteriormente, baixados manualmente no sistema, com emissão de certidão negativa de débitos tributários, incorporando-se ao patrimônio particular os valores pagos.
“Apurou-se, ainda, que os investigados realizaram mais de 4.600 (quatro mil e seiscentos) estornos de pagamento, alcançando o montante de R$ 2.299.575,39 (dois milhões, duzentos e noventa e nove mil, quinhentos e setenta e cinco reais e trinta e nove centavos).
A palavra “Telonai”, que dá nome a operação, vem é de origem grega. O nome, era dado ao coletor de impostos do Estado Romano, cargo por vezes exercido com grande arbitrariedade.
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