A sessão da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira foi marcada pela presença ativa de servidores públicos estaduais. Aposentados acompanharam a votação de isenção na previdência, após meses de protesto, enquanto policiais civis iniciaram reivindicações por reajuste salarial.
Os servidores iniciaram a manifestação em frente ao prédio da Assembleia, onde cobraram reajuste. Depois, uma parte entrou na sessão, com gritos de Polícia Civil, cumpra-se a lei e até de “arregão”, direcionada ao deputado Pedro Caravina (PSDB), que é delegado e na sessão anterior pediu para a categoria encerrar o movimento de redução da atividade.
Caravina não se pronunciou desta vez, mas foi defendido pelo presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), bastante vaiado ao dizer que fizeram um recorte da fala do deputado.
Servidores vaiaram os pronunciamentos por diversas vezes e aumentavam consideravelmente o protesto toda vez que o nome de Caravina era citado. Caravina não ocupa posição de liderança na Assembleia, mas foi Secretário de Governo de Eduardo Riedel no primeiro ano do mandato.
Deputados da base de sustentação do governo, como Roberto Hashioka (União), Rinaldo Modesto (Podemos), Pedro Kemp (PT) e Gleice Jane (PT) se pronunciaram favoráveis a reivindicação da categoria.
“Não há condição de prestar serviço público de qualidade para o cidadão sem investimento no servidor e na servidora, que são as primeiras pessoas que estão neste contato”, declarou Gleice Jane.
O deputado Gerson Claro disse que abrirá uma comissão para que na próxima semana possa se reunir com o governo para tentar uma solução. Ele chegou a pedir para os policiais interromperem a redução da atividade, o que não foi aceito pela categoria.
