Vereador não passa por perícia e pode ser cassado na Câmara

O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Carlão (PSB), informou, na manhã desta terça-feira, que pode iniciar, na próxima quinta-feira, um processo de cassação do mandato do vereador Claudinho Serra (PSDB).

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Claudinho se afastou do mandato por 120 dias após a prisão na Operação Tromper. Depois, apresentou um atestado, que não foi aceito pela Câmara.

Segundo a procuradoria, o vereador deveria ter passado pela perícia do Instituto Municipal de Previdência, mas não realizou o procedimento, o que levou a falta todos estes dias.

Caso o vereador não se apresente, a Câmara abrirá uma comissão ética-disciplinar, com direito a apresentação de defesa e depois votação em plenário.

Claudinho foi denunciado por, supostamente, chefiar uma quadrilha que teria sido instalada em Sidrolândia. Ele chegou a ficar preso por alguns dias, mas saiu da prisão com uso de tornozeleira eletrônica.

“Das provas angariadas, ficou constatado que Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho é o mentor e responsável pela articulação dos esquemas relacionados à fraudes em processos licitatórios, desvios de recursos públicos pagamentos/recebimentos de propina que envolvem os já denunciados Ueverton da Silva Macedo e Ricardo José Rocamora Alves”, diz parte da acusação.

Segundo o MPE, foram reveladas várias provas concretas da existência outros esquemas chefiados por Cláudio Serra que estão em pleno funcionamento, denotando-se a firme e ininterrupta atuação criminosa que há anos atua no Município de Sidrolândia, fraudando licitações e contratos públicos, corrompendo servidores públicos e causando enorme prejuízo ao erário público.

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