Um protesto de vereadores, durante a primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo na Capital, acabou resultando na convocação do ex-prefeito Marquinhos Trad (PDT).
CLIQUE AQUI PARA SEGUIR O INVESTIGAMS NO INSTAGRAM
Os vereadores Marquinhos Trad, Landmark (PT) e Veterinário Francisco (União) fizeram um protesto na CPI, porque não foram autorizados a fazerem perguntas para a especialista que participava da primeira oitiva da CPI.
O presidente da CPI, Dr. Lívio (União), explicou que o regimento autoriza apenas os cinco integrantes da CPI a realizarem perguntas. Os demais podem enviar via ofício, o que desagradou o trio, que acabou deixando o plenário.
O pequeno desentendimento acabou sobrando para Marquinhos Trad, que agora deve ser interrogado na CPI. O vereador Maicon Nogueira (PP), um dos integrantes da CPI, apresentou um requerimento para participação de Marquinhos como convidado.
“Quando ele (Marquinhos) participa e dá apenas informações ou faz perguntas para outros membros que estamos convidando, talvez fiquem algumas dúvidas e não seriam válidas se nós não o convocássemos como depoente. No primeiro momento, como convidado. Acredito que, em os colegas aprovando, por ter sido prefeito durante seis anos, ele pode contribuir e muito em relação a dúvidas que nós temos sobre a fiscalização do poder público que deveria ser feita e não é feita”, justificou Maicon.
O requerimento para participação de Marquinhos na CPI deve ser votado na próxima segunda-feira.
Procurado pela reportagem, Marquinhos disse que não recebeu nenhuma convocação oficial, mas caso receba, estenderá a prefeita Adriane Lopes, pois eram responsáveis solidariamente pela cidade no período de 2017 a abril de 2022 .
“Fui à primeira reunião de Oitiva da CPI – Transporte Público- em demonstração de respeito aos seus membros e em razão de estar em condições de poder contribuir em face ter sido gestor de Campo Grande. Ficarei lisonjeado e aceitarei de pronto como também tenho certeza que a prefeita também comparecerá”, respondeu.
Oitiva
A primeira oitiva da CPI foi com a engenheira Lucia Maria Mendonça Santos, mestre em Mobilidade Urbana pela Universidade Federal de Santa Catarina. Durante o depoimento, ela foi enfática ao dizer que a prefeitura é responsável pela fiscalização.
“É a Prefeitura que tem que estar presente. Quem trabalha para o usuário do transporte público é a Prefeitura. E lá dentro precisa ter gente que faça a gestão da receita do transporte. Isso não pode estar nas mãos dos empresários. O problema é de falta de gestão do Executivo. Quando o município não fiscaliza, o operacional não atua com comprometimento. E a Prefeitura precisa se estruturar para acompanhar a operação (do transporte coletivo)”.
A próxima oitiva da CPI do Transporte Público será do diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes da Silva, na próxima segunda-feira, a partir das 14 horas.
