A sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira foi marcada por bate-boca entre deputados, motivada pela ação da polícia contra ocupação/invasão de propriedade rural em Mato Grosso do Sul.
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O presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP) não estava presente e a sessão acabou virando uma bagunça por pedidos de “pela ordem” em uma sessão onde a ordem passou longe.
João Henrique (PL) apresentou uma moção de aplausos para atuação da polícia. Zeca do PT, uma de repúdio. Depois, foi a vez de Coronel David (PL) apresentar uma moção de repúdio ao MST, afirmando que as manifestações não podem causar transtorno a quem quer que seja.
A deputada Gleice Jane (PT) questionou o deputado se o pensamento era o mesmo em relação a quem ficou acampado em frente aos quarteis, trabalhando contra a democracia.
Coronel David respondeu que a polícia não toma atitudes com base em questões políticas, mas sim na legalidade.
Zeca do PT pediu a palavra e disse que essa história de “legalidade é balela”, afirmando que pessoas que tentavam um golpe contra a democracia ficaram acampados quatro meses, financiados por fazendeiros e a “droga da polícia” não fez nada, porque não houve ordem do governo.
Coronel David respondeu que não admitiria que um ex-governador chamasse a polícia de droga, afirmando que droga era o partido que ele representava. Depois, finalizou com um: “droga é o senhor”.
A sessão acabou se transformando em uma confusão, com vários pedidos de pela ordem e sem ordem alguma. Com os ânimos alterados, o vice-presidente, Renato Câmara (MDB), que presidia os trabalhos, acabou suspendendo a sessão.
Na volta, os deputados continuaram o pequeno expediente, sem prosseguir com o debate.
